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O que faz de Lost a melhor série da historia
Grandes concorrentes
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Lost é um mito

Smallville, 24 Horas, Cold Case, C.S.I., Supernatural, Heroes, ER. Estas séries, entre outras, são as mais assistidas e bem conceituadas pela audiência brasileira e internacional. Mas uma série lançada em setembro de 2004 superou todas as expectativas. Não que os dramas do jovem Clark Kent, nem os dramas amorosos de ER não nos agradem. Muito menos que a ação e continuidade intermináveis que 24 Horas nos proporciona sejam algo visto em algum lugar. Ou as investigações detalhadas sempre presentes em C.S.I. e Cold Case, ou ainda o mistério presente nas sensações Supernatural e Heroes. Todas essas series, como já falei, são ícones no conceito. O que o público não sabe é que tudo isso pode ser encontrado, condensado de maneira espetacular e original em apenas um lugar: Lost.

O enredo
"Esta série é sobre pessoas metafóricamente perdidas em suas vidas, que pegam um avião e caem numa ilha, e se tornam fisicamente perdidas no planeta Terra. E uma vez que eles se tornam capazes de encontrar a si mesmos, eles estarão capazes de achar fisicamente sua localização no mundo novamente. Quando você olha a série como um todo, esta é a conclusão que você chegará. E é o que sempre foi." - Damon Lindelof, um dos criadores de Lost. Lost conta a história de pessoas de diferentes nações e culturas que são misteriosamente obrigadas a conviver num lugar especial, misterioso e cheio de perigos. O avião dessas pessoas cai em uma ilha paradisíaca, é lá que tudo acontece. Os personagens terão que buscar em si mesmos uma força que até então desconheciam ter. Os mais diferentes tipos de personagens agora têm que confiar uns aos outros uma difícil tarefa: sobreviver. Se já é difícil concluir essa tarefa em um local normal, é impossível concluí-la em uma ilha onde um “mostro” misterioso destrói tudo ao seu redor, ursos polares aparecem dentro da mata, visões e acontecimentos estranhos e misteriosas pessoas conhecidas como “Os Outros” aparecem e seqüestram alguns dos sobreviventes. São esses e muitos outros os mistérios que cercam a ilha de Lost.

De tudo um pouco
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Locke e Kate do lado de fora da "escotilha"

Lost é um mito porque possui várias maneiras de seduzir o telespectador. O grande “coringa” em Lost é o banquete que a serie oferece a seus telespectadores. “Lost é um grande bufê, pois sua trama não é centrada em apenas um ou dois fatos, mas em vários. Você pode ver romance, mistério, ação e até comédia em um só lugar, de maneira única”, afirma um dos criadores da serie, Damon Lindelof. E definitivamente isso não está errado, quem quer um pouco de romance pode ver a série torcendo por Sawyer ou Jack na briga por Kate, quem busca ação pode ver nosso iraquiano Saiyd explorando a ilha à procura de respostas. Respostas, ah respostas, para os mistérios mais intricados da TV, que deixam o telespectador louco e completamente “viciado” na serie, assistindo a mesma de maneira voraz até que respostas apareçam para todos os mistérios. Alguém aí também procura por um pouco de comédia? Pois veio ao lugar certo! Hurley, Charlie e companhia limitada sabem como te fazer rir. E o drama? Onde fica nessa história maluca? Em todo o lugar. Embora Lost tenha um universo inteiro para mostrar, devemos lembrar qual é, em meio a tantos, o principal tema dessa série: sobrevivência. Quer situação mais dramática que pessoas tentando sobreviver em uma ilha cheia de perigos, longe das pessoas que mais amam e de seu mundo habitual? Também há os famosos flashbacks, lembranças do passado de cada personagem da serie. Isso dá uma amplitude imensa para a psicologia dos personagens fazendo o público a cada episódio conhecer mais de um personagem, tirando suas próprias conclusões sobre o mesmo. Mais um ingrediente dessa receita de sucesso são os finais surpreendentes, aqueles de deixar o seu queixo no chão e louco para assistir o próximo episódio. Agora, se você quer se divertir, mas também aprender com isso, Lost é um livro. E com muita história para contar.

Um mundo expandido
É aqui que percebemos que Lost não é uma serie comum. Nem nas mentes mais ingênuas. Por trás da incrível história do acidente aéreo que traz para uma ilha misteriosa pessoas aparentemente desconhecidas umas das outras, há um grande universo submergido. Entre os personagens mais queridos do público estão John Locke e Mr. Eko, ambos sobreviventes do fatídico vôo 815 da Oceanic Air-lines. Locke é o lado dos sobreviventes que todos querem ver, um caçador, um homem castigado pelo seu passado que tem a mais forte conexão com a ilha que já vimos: o careca era paraplégico antes de cair na ilha e simplesmente depois disso voltou a andar! Locke defende a teoria de que “(...) tudo acontece por uma razão, um propósito.” E que a ilha “os levou até lá”. Certo, mas onde estou aprendendo, você se pergunta, John Locke é o nome de um dos líderes do movimento iluminista, no mundo real! Adivinha o que nosso iluminista defendia? Que tudo tinha uma razão para acontecer! Em meio a varias outras referências, há os nomes: Rosseau, David Hume... Eko e Locke nos surpreendiam com várias frases de impacto e reflexões assombrosas da essência da vida e do ser humano. Questões como destino, clarividência, traição, lealdade, dentre outras são tratadas com destaque em Lost. Mas o que com certeza nos chama atenção é um tema dificilmente abordado na televisão: o bem e o mal. Nessa série aprendemos que o humano não pertence a nenhum desses grupos e faz o que acha “certo”, ou o necessário para sua sobrevivência.

Um super elenco
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O elenco de Lost

Mesmo sem levar em consideração toda a magnífica trama de Lost ainda sobra a grande quantidade de ótimos atores na série, entre eles os incríveis Terry O’Quinn (Locke), Michael Emerson (Ben) e Elizabeth Mitchel (Juliet). Quando a serie começou (2004), a maioria de seu elenco era desconhecido de grande parte do público. Não que não sejam bons atores e atrizes, muito pelo contrário: caras novas que realmente passaram as emoções que a serie deveria passar de maneira espetacular! Quem não fica alucinado com o excelente ator Terry O’Quinn interpretando nosso caçador John Locke? Quem não quebra a cabeça tentando imaginar o que pensa Michael Emerson na pele do sinistro Ben? E quem não fica extremamente admirado com a atuação de Elizabeth Mitchel, que não nos deixa perceber se sua personagem (a manipuladora Juliet) está ou não do lado dos “mocinhos da história”? E para delírio das fãs brasileiras, Rodrigo Santoro participou de pouco mais da primeira metade dessa terceira temporada. Considerado pelos próprios produtores de Lost como o “Tom Cruise brasileiro”, ele viveu Paulo, mais um sobrevivente do vôo 815. Embora a curta participação na serie, Santoro diz que foi ótimo provar novos ares, mas que não poderia ficar muito tempo fora do Brasil.

Perdidos em Lost
É realmente difícil achar alguém que tenha assistido ao episódio 1 (Pilot) da 1ª Temporada de Lost e simplesmente não quis saber da série. O episódio que dá início à saga dos “perdidos” é tido até hoje como um dos melhores da serie e um dos melhores episódios iniciais de todas as séries até hoje. Os momentos dramáticos na praia logo após a queda do avião leva a cena a ser comparada com os momentos decisivos de O Resgate do Soldado Ryan, filme hollywoodiano consagrado pela mídia. Fica aqui a sugestão para você que não conhece a série, correr para a locadora mais próxima e alugar a Primeira Temporada Completa (já lançada no Brasil). Acredite: assim que você ver o primeiro episódio não irá mais parar. Tamanho é o “vício” pela série, que a maioria dos telespectadores depois de assistir no máximo a quatro ou cinco episódios já vai começar a elaborar teorias mirabolantes sobre tudo que acontece naquela ilha: eles estão mortos? É tudo uma experiência de cientistas malucos? É um sonho? Foi destino o avião ir parar lá? Eles irão sobreviver? E o que é essa coisa na floresta? Essas e muitas outras perguntas irão se formar na sua mente em questão de segundos. Por mais que eu tente é impossível descrever o que é Lost, aliás, acho que até podemos definir essa palavra: Lost é Lost.

POR: C. A. VALENTIM

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