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OBS: Os traços separam as cenas.


[Início.]

NARRADOR: Era uma vez, uma ilha... Alguns diziam ser no Pacífico Sul, mas não poderia encontrá-la em mapa algum. Muitas pessoas foram atraídas para a ilha através dos tempos. Perdidas em suas viagens, e perdidas em suas vidas. Uma dessas pessoas sofreu um acidente e foi parar em um das praias da ilha. Seu nome era Desmond. Foi encontrado por um homem chamado Kelvin, e levado para um abrigo subterrâneo. Onde Kelvin vinha digitando um código no computador a cada 108 minutos, por muito tempo.

[Kelvin digita os números e "executa".]

DESMOND: O que foi isso?

KELVIN: Apenas salvando o mundo.


NARRADOR: Ele logo convenceu Desmond a ajudá-lo. E juntos salvaram o mundo apertando o botão pelos próximos 3 anos. Parecia que poderiam ficar ali para sempre. Mas havia uma possível saída.

[Kelvin e Desmond no "porão" da Escotilha.]

KELVIN [bêbado e com uma chave na mão]: É só por a chave nesse buraco e tudo vai embora.


NARRADOR: Kelvin levou Desmond a acreditar que era inseguro ir lá fora. Então um dia Desmond arriscou ser exposto... e descobriu que foi enganado.

DESMOND: O que fez com meu barco?

KELVIN: O que acha? Quer vir comigo?

DESMOND: Por que mentiu para mim?!

KELVIN: Menti porque precisava de um otário para salvar o mundo depois que eu fosse embora!

DESMOND: Você é maluco, seu desgraçado!

[Desmond avança sobre Kelvin, que bate a cabeça na rocha, morrendo.]

DESMOND: Levanta! Meu Deus!

[Ele pega a Chave do pescoço de Kelvin e corre para a Escotilha.]

NARRADOR: Quando Desmond voltou, 108 minutos haviam se passado sem que o botão tivesse sido apertado.

COMPUTADOR: Falha no sistema. Falha no sistema. Falha no sistema. Falha no sistema.

[Objetos voavam pela Escotilha, hieroglifos apareceram no contador, e a escotilha toda tremeu. Porém quando Desmond executa os números, tudo volta ao normal.]

NARRADOR: Desmond estava encurralado e sozinho ou pelo menos achava que sim. Mas no momento de seu maior desespero...

LOCKE [gritando do lado de fora da escotilha]: Fiz tudo que queria eu fizesse...

NARRADOR: Ficou impressionado ao descobrir...

LOCKE: Por que fez isso comigo?!

[Desmond liga um holoforte e sorri ao ver Locke.]

NARRADOR: ...que não estava sozinho na ilha no final das contas. Então quem é esse homem? Era um passageiro a bordo do vôo 815 da Oceanic. Era um vôo como outro qualquer. Um avião repleto de estranhos, indo de Sydney para Los Angeles. Entre eles o médico que perdeu seu pai. E perdeu seu caminho. A garota ao lado se revelou uma fugitiva. Um vigarista em busca de vingança, que matou o homem errado. Um casal cujo casamento estava por um fio. O soldado. A estrela de rock. O ganhador da loteria. A mãe ainda grávida e solteira. E, claro, o homem cuja fé estava perdida. E cujo o corpo lhe tinha falhado. Esses são apenas alguns do muitos que foram colocados juntos bem acima do oceano por algo que não podiam entender no momento.

[Momento da turbulência no avião.]

CINDY: Senhoras e senhores, apertem os cintos.

NARRADOR: Algo que fez com que o avião deles partisse ao meio. E caísse do céu. Não podiam imaginar como puderam sobreviver a tamanha queda. E também, nunca poderiam imaginar o poder dessa ilha. E os testes que forneceria. Dois grupos de passageiros sobreviveram. Ficariam separados por um certo período. E antes de se unirem vivenciaram a ilha de forma bem diferentes.

[Momento que Jack conhece Kate pedindo para ela costurar um longo corte em suas costas.]

JACK: Com licença. Já usou uma agulha?

KATE: Fiz as cortinas do meu apartamento. [costurando] Posso vomitar em você.

JACK: Você está indo bem.

NARRADOR: 48 sobreviventes da fuselagem se unirão devido à queda.

HURLEY: Com fome?

[Hurley dá um lanche do avião para Claire.]

CLAIRE: Sim. Obrigada.

NARRADOR: Vieram de todos os estilos de vida.

JIN [para Sun]: Não se preocupe com os outros. Precisamos ficar juntos.


[Na praia à noite.]

JACK: Não sei seu nome.

KATE: Sou a Kate.

JACK: Jack.

[Barulhos do Monstro.]

NARRADOR: E todos logo descobriam que essa não era uma ilha qualquer. Nem nas mais férteis das imaginações.

CHARLIE: Maravilha.


NARRADOR: Um novo dia chegou. Os sobreviventes se conheceram.

HURLEY: Hurley. Ah, deixa...

SAYID: Sayid.

HURLEY: Como sabe fazer tudo isso? [Sayid estava consertando o transceiver.]

SAYID: Eu era um oficial de telecomunicações.

HURLEY: Era do que? Força Aérea? Exército?

SAYID: Da Guarda Republicana.


[Charlie dá à Claire um pote de manteiga de amendoim vazio.]

CLAIRE: Manteiga de amendoim?!

CHARLIE: Assim como pediu.

CLAIRE: Está vazia.

[Charlie improvisa com o dedo como se realmente tivesse algo no pote.]

CHARLIE: Não, não está... está cheia. Cheia até a tampa. Ah, Deus, te faz querer um copo de leite, é extra suave. É a melhor manteiga de amendoim que já provei.


[Jack e Sawyer dentro da fuselagem.]

NARRADOR: Eram sobreviventes colocados juntos. Cada um com diferentes prioridades.

JACK: O que está fazendo aqui? O que tem na mochila?

SAWYER: Birita, cigarros, algumas Playboy. O que tem na sua?

JACK: Remédios.

SAWYER: Isso resume tudo, não?

JACK: Fazia isso em sua terra natal também? Roubava dos mortos?

SAWYER: Não está vendo a grande realidade, doutor. Ainda está na civilização.

JACK: E onde você está?

SAWYER: Estou na selva.


[Sawyer conversando com Kate na floresta.]

SAWYER: Então, o que há com aquele cara. Jack. O que há nele que te deixa toda fraca das pernas?

KATE: Você tenta ser um porco ou isso sai naturalmente?

SAWYER: É por que ele é médico, certo? É, as moças gostam dos médicos. Diabos, me dê alguns band-aids e um vidro de Prozac e comando essa ilha também.

KATE: Está mesmo se comparando ao Jack?

SAWYER: A diferença entre a gente não é tão grande assim, querida.


NARRADOR: Do outro lado da ilha os 23 sobreviventes da parte de trás tiveram um experiência bem diferente.

ANA-LUCIA: Não conseguiu encontrar fósforos?

GOODWIN: Pode perguntar por aí, mas não pude encontrar nenhum.

ANA-LUCIA: Você é o quê, escoteiro?

GOODWIN: Faço parte da Corporação da Paz.

ANA-LUCIA: Sou a Ana-Lucia.

GOODWIN: Goodwin.

NARRADOR: E em sua primeira noite, algo terrível aconteceu. Um confronto mortal.

[Todos acordam com gritos! Eko mata um Outro.]

ANA-LUCIA: O que aconteceu?

LIBBY: Quem são essas pessoas?

ANA-LUCIA: Eu não sei. Mas estão aqui na floresta sem sapatos sem nada nos bolsos, sem etiquetas nas roupas. Essas pessoas estavam aqui antes da gente.


[Abertura.]

LOST: Um Conto de Sobrevivência

[Fim da abertura. Jack e Michael conversando na praia de dia.]

JACK: Como está seu filho?

MICHAEL: Walt? Acho que ele ficará bem.

JACK: Quantos anos ele tem?

MICHAEL: 9. 10. 10.


[Locke está jogando gamão sozinho e Walt chega.]

LOCKE: Joga xadrez com seu pai?

WALT: Não. Moro na Austrália com minha mãe. Ela morreu duas semanas atrás.

LOCKE: Está tendo um mês ruim.

WALT: Suponho que sim.

NARRADOR: Antes da queda, John Locke tinha perdido a fé em sua vida. Mas levantou dos destroços com a habilidade de andar. E com fé renovada explorou a ilha e encontrou um novo propósito.

LOCKE [para Jack]: Sou um homem comum, Jack, vivo no mundo real. Mas esse lugar é diferente. Especial. Todos sabemos disso. Todos sentimos isso. E se tudo que aconteceu aqui aconteceu por um motivo?

NARRADOR: E mesmo assim ele ainda buscava mais respostas. Sua procura para descobrir os grandes mistérios da ilha o levaram a uma escotilha no chão.

[Locke mostrando a escotilha à Jack.]

JACK: Meu Deus. O que é essa coisa?

LOCKE: Exatamente.

NARRADOR: E acreditava no fundo de seu coração que nessa escotilha as respostas seriam encontradas.

LOCKE: O caminho termina na escotilha. Tudo isso aconteceu para que pudéssemos abrir a escotilha.


NARRADOR: Do outro lado da ilha, os sobreviventes da parte de trás teriam outro encontro com o mesmo grupo a que viriam chamar de "Os Outros".

[Todos acordam com gritos. Os Outros raptam as crianças e somem.]

ANA-LUCIA: Parem!

NARRADOR: E ficou claro que "Os Outros" estavam bastante determinados a manterem seu estilo de vida.

ANA-LUCIA: Eles levaram 9 pessoas para a floresta. As crianças. E não há sinal deles?


NARRADOR: Em meio a tanta incerteza, Michael quis desesperadamente, tirar seu filho Walt da ilha.

SUN [para Michael]: Você está bem?

MICHAEL: Ele não pode crescer nesse lugar.

NARRADOR: Então, ele construiu uma balsa. E depois de 40 dias na ilha, eles estavam prontos para ir em busca de resgate.

JIN [se despedindo de Sun]: Fique com Jack. Ele vai cuidar de você.

SUN: E quem vai cuidar de você?


NARRADOR: Mas eles descobririam que não era a hora de eles deixarem a ilha quando foram interceptados por um grupo dos "Outros".

[O barco dos Outros aproximando-se da balsa.]

TOM: O que estão fazendo por aqui?

MICHAEL: Nosso avião caiu... Já faz um mês...

TOM: Ainda bem que encontramos vocês. Acontece que... vamos ter que levar o garoto.

MICHAEL: Não vão levar ninguém.

TOM: Certo, então...

[Tiros e a balsa explode. Walt é seqüestrado da balsa.]

WALT: Pai!

MICHAEL: Não!

WALT: Pai! Socorro! Pai! Por favor!

MICHAEL: Walt! Não!

NARRADOR: E na mesma noite em que a balsa foi parada no mar os sobreviventes abriram, finalmente, a escotilha que encontraram.

LOCKE: Kate, cuide do pavio. Jack e eu colocamos as dinamites.

NARRADOR: Eles não tinham idéia do que havia lá embaixo. Como poderiam saber que, lá dentro, estaria um homem desesperado por liberdade. Mas um fato foi o erro. Dois mundos muito diferentes estavam a ponto de colidir. A escotilha foi aberta, e os sobreviventes tinham apenas a esperança de encontrar respostas lá dentro.

[A portinhola escrito "QUARENTENA".]

[Kate caída no chão gemendo.]

LOCKE: Calma, calma...

KATE: Atrás de você.

[Locke é golpeado por Desmond.]

NARRADOR: Desmond contou sua história de como chegou à ilha e ficou 3 anos no abrigo digitando os números no computador. Jack e Locke viram o filme que descrevia a importância da estação.

MARVIN CANDLE [no Filme de Orientação]: A cada 108 minutos, o botão deve ser pressionado. A partir do momento em que o alarme disparar vocês terão 4 minutos para digitar o código no microcomputador.

LOCKE: Vamos ter que ver de novo.

JACK [para Desmond]: Você realmente acha que isso está acontecendo?

DESMOND: E por que não?

JACK: Já pensou que, talvez, tenham te colocado aqui apertando um botão a cada 108 minutos, só pra ver se você o faria? Que tudo isso, o computador, o botão, é apenas um jogo? Uma experiência?

DESMOND: Todo santo dia.

NARRADOR: A ajuda chegou para Desmond...

LOCKE: O que está fazendo?

NARRADOR: ...mas ele não poderia partir tão rápido.

LOCKE: Está indo embora? Espere. Para onde você esta indo?

DESMOND: Para o mais longe que eu puder, irmão.

NARRADOR: Desmond partiu mas Locke estava pronto para assumir suas funções. E eles exploraram a escotilha em todos os detalhes.

SAYID [para Jack]: Do outro lado dessa porta tem mais concreto. Diria que tem uns 3 metros de espessura.

JACK: Já viu isso?

[Jack aproxima-se e sua chave do pescoço é atraída como um imã.]

SAYID: Interessante.


NARRADOR: No outro lado da ilha, depois de uma noite longa no mar os sobreviventes da balsa chegaram à praia sem Walt. Logo encontraram os sobreviventes da parte de trás do avião.

SAWYER: Qual seu nome?

EKO: Sr. Eko.

SAWYER: É como Sr. Ed?

NARRADOR: E juntos, fizeram uma longa caminhada pela ilha, para se juntarem aos outros passageiros.


JACK [para Kate que acabara de banhar]: Você... tomou banho.

KATE: Tinha que ver se funcionava. Você está precisando.

JACK: Talvez mais tarde.

KATE: Vou deixar o xampu para você.


NARRADOR: Sawyer foi baleado na balsa e enquanto o grupo se aproximava do acampamento, seu estado piorou.

EKO [carregando Sawyer inconsciente, para Jack e Kate que jolgavam golfe]: Onde está o médico?

[Levam Sawyer para a escotilha.]

JACK: Agüenta firme.

KATE: Para onde vai levá-lo?

JACK: Para o banheiro. Está ardendo em febre, temos que colocá-lo no chuveiro, para abaixar a febre.

LOCKE [para Eko]: Olá.

EKO: Olá.

NARRADOR: Os dois grupos estavam agora juntos.

KATE [cochichando para Sawyer]: Sawyer. É a Kate. Preciso que me ouça, está bem? A única forma de melhorar é tomando a pílula. Engula. Engula. Bom, bom.

JACK: Bom trabalho. Nunca aprendi todo esse lance de cochichar no ouvido na faculdade.

NARRADOR: Mas seus diversos problemas estava apenas começando.

[Jack e Kate na floresta.]

KATE: Sinto muito.

JACK: Sente mesmo?

KATE: Sim, sinto muito. Sinto muito por não ser tão perfeita quanto você.

JACK: O que está acontecendo com você?

KATE: Apenas esqueça.

JACK: Não, não me dê as costas.

KATE: Me largue.

JACK: Está tudo bem, está tudo certo, tudo certo.

[Ambos se beijam. Kate sai correndo.]

JACK: Kate!


[Claire cortando o cabelo de Charlie, que tocava violão.]

CLAIRE: Está bem, dá para parar de mexer, senão vou cortar sua orelha fora!

CHARLIE: Então, qual a primeira coisa que fará quando for resgatada?

CLAIRE: Sabe... na verdade não sei.

CHARLIE: Poderia ficar comigo em LA. Você e o cabeça-de-nabo.

CLAIRE: Obrigada.

CHARLIE: De nada. Olha só, essa é a faixa 2, se chama... desculpa. Se chama: "O monstro come o piloto".


NARRADOR: Os sobreviventes começaram a fazer turnos para entrar com o código no computador. Mas um dia, quando Michael estava na escotilha, algo muito estranho aconteceu.

COMPUTADOR: - Olá?

MICHAEL NO COMPUTADOR: - Olá?

COMPUTADOR: - Quem está aí?

MICHAEL NO COMPUTADOR:- Aqui é o Michael.

COMPUTADOR: - Pai?

NARRADOR: Poderia ser o Walt? Ou era uma armadilha criada pelos Outros? De toda forma, Michael tomou sua decisão. Não esperaria mais. E custe o que custasse, ele encontraria seu filho.

[Jack entra na Escotilha e encontra John desmaiado no arsenal.]

JACK: Locke?

MICHAEL [apontando uma arma]: Fique aí. Fica...

JACK: Michael!

MICHAEL: Estou indo atrás do meu filho, e ninguém vai me impedir, está bem? Certo? É meu direito, é o direito de um pai.

JACK: Escuta, podemos fazer isso juntos, está bem?

MICHAEL: Tenho que fazer isso sozinho.

[Michael tranca os dois no arsenal.]


NARRADOR: Com os dois campos unidos, amantes se reencontraram. E relacionamentos se desenvolveram.

[Na praia, Kate joga uma banana em Sawyer que dormia.]

KATE: Bom dia.

SAWYER: Existem formas mais agradáveis de se acordar um homem, sardenta.

KATE: Vamos, está na hora de trocar suas ataduras.

[Ela o ajuda a levantar.]

SAWYER: Obrigado.

KATE: Vamos lá.

[Chegam na escotilha.]

KATE: Jack?!

JACK: Aqui, no arsenal! Michael nos trancou aqui.

SAWYER: O que ele disse?

KATE [corre para o contador cujo alarme apitava]: Pode deixar.

SAWYER [abre o arsenal]: Olá, garotos.

LOCKE: O que está fazendo, Jack?

JACK [carregando rifles]: Vamos atrás dele.

SAWYER: Ei, o que... O que aconteceu?

LOCKE: Michael foi atrás do Walt.

KATE: Tem uma arma para mim?

JACK: Você não vai.

KATE: Como é?

JACK: Alguém tem que ficar aqui para cuidar do botão.

KATE: E por que tem de ser eu? Sei rastrear, usar uma arma...

JACK: Você não vai! Vai ficar! Vamos.


NARRADOR: Michael estava sozinho. Um pai determinado a achar seu filho.

[Ele acha Danny Pickett na floresta e lhe aponta a arma.]

MICHAEL: Ei, mãos para cima! Não se mexa!

DANNY: Você é o pai de Walt, não é?

MICHAEL: O quê?

[Tom o golpeia por trás, tiros são disparados.]

NARRADOR: A determinação de Michael levou a um encontro inesperado na selva com os Outros.

TOM: E aí, Michael?

MICHAEL [capturado]: Onde ele está, seu filho da puta?

DANNY [carregando Kate, também capturada]: Ei, vejam o que achei!

TOM: Um barulho sequer... As tochas estão prontas? Vou falar com os amigos deles.


LOCKE: Acho melhor voltarmos.

JACK: Sabe o que acontece se voltarmos agora? Nunca o veremos novamente.

TOM: Você está certíssimo, Jack.

NARRADOR: Foi o primeiro encontro real entre os dois grupos. E não foi amigável. O que era compreensível, já que ambos os grupos tinham algo a proteger.

SAWYER: É o filho da puta que atirou em mim no barco.

TOM: Por que não abaixam as armas?

[Sawyer mira a arma em Tom, porém um segundo tiro quase o acerta.]

TOM: Essa ilha não é sua. É a nossa ilha. E vocês só estão morando nela porque assim permitimos. Acendam!

[Várias tochas são acesas ao redor deles.]

TOM: Acho que houve um mal-entendido, Jack. Escute bem: aqui, há uma linha. Atravessem e passaremos de um mal-entendido para algo mais. Agora, entreguem suas armas, e voltem para casa.

JACK: Não.

TOM: Eu esperava que não tivesse de chegar a isso. Traga-a aqui, Alex.

[Jogam Kate capturada para Tom.]

TOM: Ela estava seguindo vocês.

[Sawyer avança.]

TOM: Não!

NARRADOR: Os Outros haviam dado um aviso: uma linha na areia que não deveria ser atravessada.

[Eles entregam as armas, e Kate é libertada.]

SAWYER: Você e eu ainda não terminamos, Zeek.

NARRADOR: Infelizmente, esse aviso seria ignorado.

[Depois, quando estão voltando.]

KATE: Jack, eu...

JACK: Você está bem?

KATE: Sim...


TOM: Os amigos dele estão voltando. Apaguem-no.

ALEX: Me desculpe.

[Alex dá uma pancada em Michael que desmaia.]


[Chegam no acampamento.]

LOCKE: Até mais, James.

SAWYER [para Kate]: Não se culpe, sardenta. Se ele tivesse me mandado ficar, eu teria feito a mesma coisa.


NARRADOR: Então, algum tempo depois do encontro com os Outros...

[Ben capturado na rede.]

BEN: Ei, aqui. Estou aqui.

NARRADOR: ...os sobreviventes capturaram um homem na selva.

BEN: Meu nome é Henry Gale. Sou de Minnesota.

NARRADOR: Ele dizia que era um viajante perdido na ilha. Mas eles dariam crédito à sua história?

SAYID: Como você chegou aqui?

BEN: Nós caímos aqui, minha esposa e eu.

SAYID: Caíram como?

BEN: De balão... Ela morreu!

JACK: O que está acontecendo aqui?

LOCKE: Deixe o Jack cuidar dele primeiro, e depois fazemos as perguntas.

SAYID: Jack, não o desamarre.

NARRADOR: Eles não tinham certeza se podiam confiar ou não naquele estranho. Então, eles o prenderam.


TOM: Algum problema, Michael?

NARRADOR: Do outro lado da ilha, Michael foi levado a um acampamento onde os Outros estavam.

TOM [para Alex]: Diga a ela que estamos aqui.


[Sawyer está lendo um livro.]

SUN: Sawyer?

SAWYER: Ah, oi, e aí, Raio-de-Sol?

SUN: Como está o livro?

SAWYER: Não tem muito sexo...

SUN: Ouvi dizer que você tem os medicamentos...

SAWYER: Você está certa.

[Sun faz um teste de gravidez com ajuda de Kate.]

KATE: Onde o Sawyer achou isso, hein? Quer dizer, quem embarca com um teste de gravidez, não é?

SUN: Você já fez um?

KATE: Já.

[Kate olha o resultado.]

KATE: Você está grávida!


NARRADOR: Ninguém sabia se eles podiam confiar no homem que dizia ser Henry Gale. Então, ele desenhou um mapa. Um mapa que mostrava o local de seu balão e do túmulo de sua mulher para que os sobreviventes acreditassem em sua história. Na escotilha, Locke ouviu uma voz nas caixas-de-som...

LOCKDOWN: Três, dois, um...

NARRADOR: Pouco antes das portas se fecharem... Quando a contagem chegou a zero, Locke ficou preso.

[Portas de ferro caem e prendem Locke na escotilha.]

BEN: O que aconteceu?

NARRADOR: E ele não teve outra saída, a não ser confiar naquele em que ninguém confiava.

[Ben é solto. Locke levanta uma porta com um ferro.]

LOCKE: A caixa de ferramentas! Pegue a caixa de ferramentas, rápido! Coloque aí embaixo!

[Ben põe a caixa. Locke ia passando.]

BEN: John, John! Espere! Você não acha que... Espere!

[A porta esmaga a caixa, e Locke fica com as pernas esmagadas.]

BEN: Vamos esperar até que alguém venha.

LOCKE: Não, não temos tempo. Preciso que saia pelos túneis de ventilação e aperte o botão. Henry!

NARRADOR: Quando Henry saiu para apertar o botão, Locke descobriu um mapa. Kelvin havia desenhado para saber a exata localização de todas as estações na ilha.

[O mapa some, e as portas sobem.]

BEN: Fiz o que me pediu. Digitei o código e apertei o botão de executar. Mas, nada aconteceu.

[Ana-Lucia, Jack, Charlie, Sayid e Kate entram.]

JACK: Afaste-se dele.

LOCKE: Esperem. Vocês não...

JACK: Afaste-se agora mesmo. Mandei que se afastasse!

LOCKE: Ei, está tudo bem.

BEN: Não acharam meu balão?

SAYID: Achamos, sim, seu balão, Henry Gale. E o também o túmulo que descreveu. Mas, mesmo assim, ainda não acreditava em sua história. Então, eu abri o túmulo. Descobri que não havia uma mulher lá dentro, mas um homem. O nome dele era Henry Gale.


NARRADOR: John Locke confiou em Henry Gale, mas já não sabia no que acreditar.

LOCKE: Você se deixou capturar de propósito?

BEN: Que razão eu teria para me submeter a tudo isso?

LOCKE: Talvez... seu povo poderia estar procurando por este lugar.

BEN: Este lugar é uma piada, John.

LOCKE: Do que está falando?

BEN: Eu me arrastei pela ventilação, parei em frente a seu computador. O relógio zerou e houve um grande barulho bem forte. Foi realmente assustador. E sabe o que aconteceu depois? Nada, John. Eu nunca apertei o botão.

LOCKE: Você está mentindo.

BEN: Não. Já parei com as mentiras.

NARRADOR: Após sua conversa com Henry, Locke começou a duvidar de sua missão. E ele parou de acreditar.

[O alarme soou, porém Locke não ouviu.]

JACK: Ei, não vai apertar o botão?

[Locke o ouve e aperta o botão.]

NARRADOR: Ele começou a se desencorajar. E Jack, a perder a paciência...

[Na praia, Sawyer e Kate são abordados por Jack.]

SAWYER: Que dia feliz. Lá vem o Doutor Risadinha.

JACK: Ei.

KATE: Para você também.

JACK: Eu vou voltar até a selva para falar com nosso amigo barbado. Quero ver se conseguimos uma troca.

SAWYER: Ah, a velha troca de prisioneiros... E você está me convidando por que quer uma arma, certo?

JACK: Não estou te convidando. E sim a Kate.

KATE: Vou pegar minhas coisas.


NARRADOR: Locke estava cada vez mais obcecado pelo mapa que viu. E pensava que acharia respostas nele. O mapa levou Sr. Eko e Locke a descobrirem outra estação. Parecia um posto construído para observar aqueles que digitavam os números.

MARK WICKMUND [no Filme de Orientação]: Tudo que precisam saber é que as cobaias acreditam que seu trabalho é importante.

NARRADOR: A fé de Locke desfez-se. Mas a de Eko foi reencontrada.

EKO: Podemos ver isso de novo?

LOCKE: Não. Já vi o bastante.


[Em direção à "linha".]

KATE: Estou lisonjeada.

JACK: É? Por quê?

KATE: Porque chamou a mim, e não ao Sawyer.

JACK: Só chamei você porque os Outros não te querem. Eles te pegaram, apontaram uma arma para sua cabeça,... Poderiam tê-la mantido como prisioneira, mas não quiseram... Mas eles também não me queriam.

KATE: Somos mercadorias com defeito. Nós dois.


[Sayid estava abrindo cocos. Hurley chega.]

HURLEY: E aí, cara? Vai colocar o limão com o coco e beber os dois juntos? O Limão e o Coco? A música?

SAYID: O que quer, Hurley?

HURLEY: Isso.

[Ele lhe mostra um rádio.]

SAYID: Isso é um rádio de baixa freqüência. É um walkie-talkie melhorado.

HURLEY: É, mas não pode ligar o fio azul com o vermelho e torná-lo mais potente?

SAYID: Por que me importaria?

HURLEY: Está bem, cara. Desculpa. Sem problemas.

[Hurley sai.]


NARRADOR: Jack foi até a linha que nunca deveria cruzar. Esperando trocar Henry Gale por Walt.

JACK [gritando]: Estamos com seu homem! Se o quiserem de volta, terão de vir aqui! Estarei bem aqui até que falem comigo!


NARRADOR: E Henry permaneceu na escotilha, ficando impaciente com seus captores.

[Ben fala algo baixo.]

ANA-LUCIA: Se for dizer algo, terá que falar alto.

[Ben de repente a golpeia, enforcando-a.]

BEN: Matou dois de nós. Pessoas boas que não fizeram nada com você.

[Ele quase que a mata, se Locke não tivesse aparecido.]


NARRADOR: Enquanto Jack e Kate esperavam por uma resposta, os Outros tinham suas próprias idéias sobre como conseguir seu homem de volta.

KLUGH [para Michael]: Houve uma mudança desde que veio para cá, Michael. Um dos nossos foi capturado pelo seu pessoal. Então vão pegá-los de volta.

MICHAEL: Quero ver meu filho.

[Danny entra na tenda com Walt.]

MICHAEL: Walt?

WALT: Pai.

MICHAEL: Eles te machucaram?

WALT: Me obrigam a fazer testes.

MICHAEL: Te obrigam a o quê?!

KLUGH: Não falaremos sobre isso.

MICHAEL: Não, não, não, espere. Venha aqui, Walt. Venha aqui.

[Walt foge de Danny e abraça Michael.]

WALT: Pai.

MICHAEL: Te prometo, vou te tirar daqui, está bem?

[Danny sai com Walt.]

WALT: Eu te amo!

MICHAEL: Te amo também, Walt!

WALT: Me solta, me solta!

KLUGH: Depois que libertar nosso homem, preciso que faça outra coisa.

MICHAEL [choramingando]: Qualquer coisa que quiser.

KLUGH: Estou escrevendo 4 nomes. Precisamos que os traga até aqui. Se não trouxer todas as pessoas na lista... nunca verá o Walt novamente. Você compreende, Michael?


[Na "linha"]

KATE: Por quanto tempo vai esperar, Jack?

JACK: Até recuperar minha voz. Então gritarei mais um pouco.

KATE: Sinto muito por ter te beijado.

JACK: Eu não.

[Eles ouvem um barulho e Michael desmaia ali na frente deles.]

KATE: Michael!


SAYID [para Hurley]: Quero te mostrar algo.

[Ele lhe mostra o rádio consetado.]

HURLEY: Legal, você o consertou!

SAYID: Veremos. As chances de conseguir um sinal são pequenas.

[Sayid o liga. Eles ouvem chiados, porém uma música.]

HURLEY: Pára aí! Pára! Ouviu isso?

RÁDIO:...Serenade...

HURLEY: Tem que estar perto, certo?

SAYID: Ondas de rádio nessa freqüência viajam acima da ionosfera. Podem viajar milhares de milhas. Pode estar vindo de qualquer lugar.

HURLEY: Ou de qualquer época. Apenas brincando, cara.


[Na escotilha.]

KATE: Jack! Acho que ele está acordando.

[Michael acorda e lhes conta.]

MICHAEL: Os encontrei. Os Outros.

JACK: Quantos deles haviam lá?

MICHAEL: Contei 22, e 2 armas foi tudo que vi, estão mal armados. Podemos dominá-los. Assim que recobrar minhas forças, levarei a gente até lá, e nós vamos pegar meu filho de volta.


[Um tempo depois, Ana-Lucia e Michael estão a sós.]

ANA-LUCIA [para Michael]: Pegamos um deles. Dos Outros. Ele tentou me matar hoje. Então queria vê-lo morto. Não pude atirar.

MICHAEL: Então me deixa fazer. Eles são uns animais. Levaram meu filho das minhas mãos, levaram meu filho e... Eu faço, me dê a arma, eu o matarei.

[Ela lhe passa a arma.]

MICHAEL: Sinto muito.

ANA-LUCIA: Pelo quê?

[Michael a atira. Em seguida liberta Ben e atira em seu braço.]


NARRADOR: Michael memorizou a lista com os nomes das 4 pessoas que tinha que levar ao outro lado da ilha. Mas primeiro, estava na hora de dizer adeus...

SAWYER: Descanse em paz, Ana.

SUN: Barco!

[Avistam ao longe, um veleiro.]

NARRADOR: ...em tempo certo para dizer "olá", novamente, para Desmond.

[Jack vai até lá e encontra Desmond bebendo.]

JACK: Você!?


[Na Praia.]

LOCKE [para Desmond]: Refresque minha memória, Desmond. Por quanto tempo disse que ficou na escotilha?

DESMOND: 3 anos.

LOCKE: E se te dissesse que foi tudo em vão?

DESMOND: Como saberia de algo assim?

LOCKE: Encontrei outra escotilha. Então amanhã descobriremos o que acontece quando aquele botão não é apertado.

NARRADOR: No dia seguinte, Michael reuniu todos na lista e saíram a procura de Walt. O Sr. Eko havia assumido as funções de apertar o botão na escotilha. Quando Desmond e Locke começaram seu experimento para ver o que aconteceria se o contador chegasse ao zero...

[Desmond prende Eko do lado de fora pela técnica do Lockdown.]

EKO: John!

LOCKE: Eko ficou para fora.

DESMOND: Tem certeza quanto a isso, irmão?

LOCKE: Tenho mais certeza quanto a isso do que qualquer outra coisa em toda a minha vida.

EKO: John, não faça isso, John!


NARRADOR: Sayid estava convencido de que Michael estava levando seus amigos à uma armadilha. Então saiu de barco para encontrar o acampamento dos Outros e ajudá-los.

SAYID [para Sun que viera junto]: Sinto muito se o que disse foi confuso, mas... pedi para que só Jin viesse.

SUN: Precisa de alguém para traduzir. E precisa de pelo menos duas pessoas que saibam velejar.

SAYID: Desmond conseguiu sozinho.

SUN: E olha onde ele foi parar.


EKO: Charlie! Preciso de sua ajuda. John me trancou de fora de escotilha e acho que está fazendo isso porque vai parar de apertar o botão. Tenho certeza absoluta, de que se ele tiver sucesso, em 90 minutos todos nessa ilha morrerão.

CHARLIE: Está bem, estou dentro.

EKO: Obrigado, vamos, vamos.


[Sun passa mal.]

JIN: Te disse para não vir.

SUN: Não é enjôo por conta do mar, Jin.

JIN: Eu sei.

[Sayid avista a "Pedra com um Buraco".]

SAYID: Aquela é a pedra que Michael descreveu. Chegamos.


DESMOND: O quê?! E se entendeu ao contrário?

LOCKE: Contrário?

DESMOND: E se o experimento não fosse nos dois homens daqui, e sim nos dois homens de lá? Havia mais alguma coisa na tal estação, um computador?

LOCKE: Sim.

DESMOND: Então o que ele fazia?!

LOCKE: Nada! Não fazia nada, apenas imprimia números.

[Lhe passa os registros.]

LOCKE: Divirta-se!


[Do outro lado da parede. Eko planta as dinamites.]

CHARLIE: Escuta. E se os machucarmos? Ou explodirmos o computador? Eko está bastante nervoso, John. Abra a porta para que possamos conversar sobre isso.


DESMOND: Quando vieram para cá? Quanto tempo atrás?

LOCKE: 60, 65 dias.

DESMOND: A data, qual era a data?

LOCKE: Era 22 de setembro.

[Desmond olha pros registros, em seguida pra Locke.]

DESMOND: Acho que derrubei seu avião.


CHARLIE: Eko. Apenas espere um minuto. Não acho uma boa idéia, Eko. Estamos numa área muito confinada. Ah, droga!

[Eko acende as dinamites que explodem tudo.]

NARRADOR: Sayid chegou ao acampamento que Michael descreveu. Apenas para encontrá-lo vazio. Os Outros tinham ido embora. Na verdade estavam a milhas de distância, esperando na floresta pelos amigos de Michael.

[Sawyer é atingido por algo que o "eletrocuta".]

KATE: Sawyer!

[Depois todos são capturados.]


NARRADOR: A tentativa de Eko em abrir a escotilha falhou.

[Charlie acorda.]

CHARLIE: Eko! É o Charlie! Acorde!

[Eko não acordava mais.]

NARRADOR: E Locke e Desmond estavam as desavenças lá dentro.

DESMOND: Precisamos apertar o botão.

LOCKE: Não, não precisamos!

DESMOND: Eu derrubei a droga do seu avião!

LOCKE: Como conseguiu fazer isso?!

DESMOND: Naquele dia, esses números virara hieróglifos, e essa tela, ficou repleta com "falha no sistema". "Falha no sistema". E esse número aqui: 22 de setembro de 2004. O dia em que seu avião caiu. É real! É tudo real! Agora aperte a droga do botão!

LOCKE: Sei o que vi! É uma mentira, não é real!

[Locke quebra o monitor do computador.]

DESMOND: Matou a todos nós.

LOCKE: Acabei de salvar a todos nós.


[Estão Os Outros e os sobreviventes capturados num píer.]

NARRADOR: Depois que Michael entregou seus amigos para Os Outros...

TOM: Todos apenas acalmem-se.

NARRADOR: A hora havia chegado para conhecer o líder deles.

[Ben chega de barco no píer.]

BEN [para Michael]: Certo, falemos de negócios, está bem?


LOCKE: Não, não. Nada disso é real!

DESMOND: Tenho que ir. E vá o mais longe daqui que puder. Sinto muito pelo o que aconteceu e te fez parar de acreditar, mas é tudo real.

[Hieroglifos no contador. A Escotilha treme.]

COMPUTADOR: Falha no sistema. Falha no sistema. Falha no sistema.

CHARLIE [para Eko]: Venha comigo!

EKO: Charlie! Não!

CHARLIE: Me larga!

EKO [para John]: John!

LOCKE: Eu estava errado.

[Desmond ativa a Chave de Segurança, causando uma Descarça em toda a Ilha. Do veleiro, do acampamento, do píer, todos presenciam o céu ficar roxo e um insuportável barulho. Bernard, Claire e Aaron são quase atingidos pela portinhola "Quarentena".]


BEN [para Michael]: Cumpriu sua palavra. Cumpriremos a nossa também. Pegue esse barco e siga a bússola na marca de 325, e se fizer exatamente isso, você e seu filho encontrarão resgate.

MICHAEL: Quem são vocês?

BEN: Somos os mocinhos, Michael.

[Walt sai do barco onde Ben estava junto, e abraça Michael.]

MICHAEL: Walt!

WALT: Pai! Pai!

MICHAEL: Venha aqui! Ficará tudo bem agora, estamos indo para casa, Walt. Estamos indo para casa.


[Charlie chega na praia.]

BERNARD: Charlie. Você está bem?

CHARLIE: É difícil dizer com precisão, Bern. Meus ouvidos, sabe?

BERNARD: Onde está Locke, Eko?

CHARLIE: Não voltaram ainda?

BERNARD: Não.

[Charlie não responde. Claire sorri para ele, que retribui.]


KLUGH [para Hurley]: Hugo, você pode voltar para seu acampamento. Diga ao resto do seu pessoal que nunca poderão vir aqui.

HURLEY: Mas... e quanto aos meus amigos?

BEN: Seus amigos irão para casa conosco.

[Walt e Michael deixam a Ilha, Hurley vai embora do píer, Jack, Kate e Sawyer são encapuzados.]

NARRADOR: E assim continua. Pessoas perdidas em sua jornada. Perdidas em suas vidas. Mas essa ilha fornece oportunidades. Alguns podem ascender, outros podem cair. E você se pergunta: quem perderá a fé? Quem sobreviverá? E quem realmente são os mocinhos?

[Fim]

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