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5ª Temporada, 10º Episódio - "He's Our You"

Escrito por: Edward Kitsis & Adam Horowitz

Dirigido por: Greg Yaitanes


Ato 1

[Frangos e galinhas cacarejando]

Tikrit, Iraque

HOMEM [legendado]: [Puxando um rapaz para o seu lado.] Venha. Não é mais uma criança. Haja como um homem. Tem que matar uma. [Gesticula em direção ao galinheiro.]

MENINO [legendado]: [Olhando triste para os frangos. Hesitante:] Eu... Eu não quero.

HOMEM [legendado]: [Sério.] Fará o que o seu pai mandar.

MENINO [legendado]: Não!

HOMEM [legendado]: Ouça o que estou te dizendo. Vá e mate uma delas. Vai ficar aqui fora até que faça!

[O homem deixa o garoto parado em frente ao galinheiro com uma faca na mão.]

[Um menino menor o aborda por trás, e põe uma mão sobre o ombro do menino maior. Eles se entreolham. O menino menor abre a mão e revela um punhado. Ele entra na jaula. Um pássaro se aproxima, o qual o menino captura em seus braços. O rapaz estrangula o pescoço do pássaro enquanto o outro rapaz olha intrigado. O menino menor traz o pássaro para fora do galinheiro e o oferece para o garoto maior levá-lo. O homem se aproxima dos dois.]

HOMEM [legendado]: [Para o garoto mais alto.] Bom para você. Conseguiu.

MENINO [legendado]: Não fui eu.

HOMEM [legendado]: Bom, pelo menos um de vocês será homem. [Aproxima-se e se curva para olhar o menino menor nos olhos.] Muito bem, Sayid.


[Sayid está preso na cela da DHARMA. Um jovem Ben entra na sala de vigilância, onde Phil está assistindo aos monitores.]

JOVEM BEN: Hey Phil.

PHIL: Hey.

JOVEM BEN: Trouxe outro sanduíche para ele. Salada e frango desta vez.

PHIL: É? Não acho que seja o cardápio. Ele não está comendo. Evite enrascadas, garoto.

JOVEM BEN: Mas o Horace me disse para fazer isso.

PHIL: Por que ele se importa tanto? Esse cara é um hostil.

JOVEM BEN: Isto não significa que ele não esteja com fome.

PHIL: Como quiser.

[O jovem Ben entra na sala onde Sayid está aprisionado.]

JOVEM BEN: Trouxe um sanduíche. E um livro. Li duas vezes. É bom.

SAYID: [Pega a comida e o livro.] Obrigado.

JOVEM BEN: O Richard te mandou? [Sayid se vira para olhar o jovem Ben.] Richard. Ele é seu líder, certo? [Sayid olha para cima em direção à câmera de segurança e faz um pequeno aceno com a cabeça em sua direção.] É só uma câmera. Podem ver, mas não podem ouvir. Há quatro anos, corri pela floresta e o Richard me achou. Disse a ele que queria partir, que queria me juntar a vocês. Então tive paciência. E se você for paciente também, acho que poderei ajudá-lo.

Ato 2

Moscow

[Um homem corre apressado através de uma entrada, deixando cair suas malas e fechando a porta atrás dele. Ele se precipita ao longo do corredor em um quarto. Ele para momentaneamente para escutar através da porta. Quando ouve ruídos de golpe do lado de fora do quarto, apressa-se e corre a um grande armário de madeira, o qual começa a esvaziá-lo. Um cofre é revelado. Os ruídos de golpe continuam enquanto o homem incorpora a combinação e abre o cofre. De repente, a porta do quarto abre e Sayid aparece, apontando-lhe uma arma.

HOMEM 2: [Freneticamente falando Russo para Sayid] Подожди! Подожди! Подожди, не стреляй! Тристо или четыресто тысяч евро. Они все твои. Пожалуйста, пожалуйста. - Espere! Espere! Aguenta aí, não atire! Três ou quatro cem mil euros! É todo seu! [Mostrando uma grande quantidade de dinheiro na direção de Sayid] Por favor, por favor! [Sayid atira no homem.]

[NOITE: Sayid caminha pela rua em direção a um lote fechado, no qual ele entra. Um homem de casaco preto e chapéu está parado ao lado de um velho carro. O homem se vira e é revelado sendo Ben.]

BEN: Como foi?

SAYID: Tentou me subornar. [Pausa.] Não funcionou.

BEN: Claro que não.

SAYID: E agora?

BEN: [Contemplando.] Lugar nenhum. Você terminou.

SAYID: [Incrédulo.] O que quer dizer com terminei?

BEN: Terminamos. Andropov foi o último. Você cuidou de todos que ameaçavam seus amigos. [Sorrindo.] Foi um prazer trabalhar com você, Sayid. [Ben começa a ir embora.]

SAYID: [Indigando.] Então, é só isso? Matei todas aquelas pessoas para você. E agora você simplesmente sai fora?

BEN: Não as matou para mim, Sayid. Foi você quem pediu os nomes delas. Não há mais ninguém na organização do Widmore que precisemos procurar. Parabéns! Missão cumprida! [Começa a sair novamente.]

SAYID: [Tranquilamente.] O que faço agora?

BEN: Creio que deva ir viver sua vida. Está livre, Sayid. [Ben sai.]


[Sayid se senta na cela DHARMA. A cela é aberta, e Horace e Radzinsky entram. Horace segura um longo par de tosquiadeiras.]

HORACE: Mostre suas mãos. Vamos.

[Sayid extende seus braços. Horace usa as tosquiadeiras para remover as algemas dos pulsos de Sayid.]

SAYID: Obrigado.

HORACE: É muito bom finalmente ouvir sua voz. Sou o Horace.

[Sayid não responde.]

HORACE: Agora é a hora que me diz seu nome. [Espera.] Preciso que me diga o que estava fazendo lá fora na floresta.

RADZINSKY: Pergunte a ele sobre o modelo.

HORACE: Radzinsky, deixa comigo. [Para Sayid.] Aquelas algemas. Está tendo algum tipo de problema com seu povo? Porque se têm algum desacordo, isso me faz querer ajudá-lo. Ou você é um espião tentando se infiltrar? O que é?

[Sayid ainda não responde.]

HORACE: Certo. Vou te dar uma hora para decidir se quer falar comigo. Mas se decidir que não quer... Terei que levar isso para o próximo nível.


[Sawyer caminha pela cozinha, e vê bacons sendo fritados no fogão. Ele olha Juliet que está parada na janela, olhando para fora. Ele move o bacon.]

SAWYER: Acho que seu bacon está pronto.

JULIET: [Ocupada.] Hmm. Esqueci.

SAWYER: O que tem na TV? [Olha para fora, vê Kate e Jack caminhando.] Ah.

JULIET: [Tranquilamente.] Acabou, não é?

SAWYER: O que acabou?

JULIET: Isso. Nós, brincando de casinha. Tudo isso. Nunca sequer imaginei que fossem voltar.

SAWYER: E daí? Eles estão de volta. Nada mudou.

JULIET: O que acontece se o Sayid disser a eles quem ele é?

SAWYER: O Sayid não dirá nada. [Tranquilamente.] Hey. Tenho tudo sob controle.

[Batidas na porta.]

SAWYER: [Para Horace.] Bom dia, H.

HORACE: Jim.

SAWYER: O que está acontecendo?

HORACE: [Para Juliet.] Juliet.

JULIET: Horace.

HORACE: [Para Sawyer.] Acabei de falar com o prisioneiro. Temos um problema.

SAWYER: [Após entreolhar Juliet.] Por quê? O que ele disse?

HORACE: Nada, isso que me preocupa. Precisamos descobrir por que ele violou a trégua. Porque diabos ele entrou em nosso território. Apenas deixarei Oldham se divertir com ele.

SAWYER: Aquele psicopata? Não mesmo!

HORACE: Que escolha eu tenho?

SAWYER: Apenas me deixe falar com ele a sós.

HORACE: Fique à vontade, mas estou dizendo, ele não vai falar.

SAWYER: Oh, ele falará comigo.


[SAWYER entra na sala de vigilânica.]

PHIL: Sr. LaFleur.

SAWYER: Vá almoçar, Phil.

PHIL: Você vai até lá sozinho?

SAWYER: [Lentamente.] Vá almoçar, Phil. [Entra na sala onde Sayid está aprisionado.]

SAWYER: [Preocupado.] Como está?

SAYID: [Secamente.] Um Ben Linus de 12 anos me trouxe um sanduíche. Como acha que estou?

SAWYER: [Sarcarsticamente.] Garoto adorável, não?

SAYID: Como pode viver com ele aqui?

SAWYER: Não tenho escolha.

SAYID: É verdade?

SAWYER: Veremos como se sentirá após viver três anos nos anos 70. Sorte sua... Que tenho uma posição que me permite salvar o seu traseiro. [Abre e entra na cela.] Desculpe-me, Sayid. [Prendendo Sayid.]

SAYID: O que está fazendo?

SAWYER: Quando disser que confessou, preciso que acreditem que não foi fácil.

SAYID: Que confissão?

SAWYER: Diremos que quer desertar. Oferecerá informações sobre os Outros e em troca viverá conosco.

SAYID: Por que eu faria isso?

SAWYER: E o que deveria fazer com você?

SAYID: Deixe-me ir.

SAWYER: E depois o quê? Não posso apenas deixá-lo ir.

SAYID: Por que não?

SAWYER: Porque essas pessoas confiam em mim. Construí uma vida aqui. Uma vida realmente boa. Deixo você ir e tudo isso acaba. Então você deve escolher, chefe. Ou coopera e se junta à festa na vila Dharma, ou está sozinho.

SAYID: Então acho que estou sozinho.

Ato 3

HURLEY: Acabou de sair do forno. E experimentem os molhos. Eles ressaltam o presunto.

JACK: Obrigado, Hurley.

HURLEY: Então... (suspiros) O que está havendo com o Sayid?

JACK: Ainda não sei de nada.

KATE: O que quer dizer? Esteve com o Sawyer ontem à noite. O que ele disse?

JACK: Para deixá-lo sozinho fazendo o trabalho dele.

HURLEY: E você deixará?

KATE: Vou falar com a Juliet, ver o que ela pode me dizer.

HURLEY: Se Sawyer não te disse nada, por que a Juliet diria?

KATE: Por que não diria?

HURLEY: Por estarem juntos.

KATE: Como assim "estão juntos"?

HURLEY: Juntos! Moram juntos. Do tipo não apenas colegas de quarto. Juntos, sabe? Como vocês eram? Achei que era meio óbvio. Quem não enxergava?

JACK: Hurley.

HURLEY: Acho melhor eu... fazer mais waffles.

[Hurley sai.]

KATE: Você sabia?

JACK: Sim.

KATE: Hmm.


[Roger está limpando a sala onde Sayid está preso.]

ROGER: Sabe o que não consigo entender? Como diabos você foi pego. Vocês, hostis, deveriam ser os reis da selva. E o quão burro você é para ser pego por esses idiotas?

SAYID: (risos) E ainda sim, você trabalha para eles.

ROGER: É, bem... Veremos como ficará bonito, quando o Oldham terminar com você, parceiro.

[Joven Ben entra.]

ROGER: Que diabos está fazendo aqui?

JOVEM BEN: (nitidamente surpreso) Estava te trazendo um sanduíche.

ROGER: Um sanduíche?

(Roger ridiculariza)

ROGER: Você nunca me fez um sanduíche na sua vida.

JOVEM BEN: Fiz um para mim...

ROGER: Uh-huh.

JOVEM BEN: Então pensei em trazer um--

ROGER: É mesmo? Acabou pensando...

JOVEM BEN: (suspiros) Pai, não!

ROGER: Não minta para mim. O que está fazendo aqui embaixo?

[Roger bate de leve em Ben.]

ROGER: Você fez esse sanduíche para ele, não fez? Hmm?

JOVEM BEN: (voz falhando) Sim.

ROGER: Quem te disse para fazer isso?

JOVEM BEN: Ninguém.

ROGER: (sussurro) Ninguém?

JOVEM BEN: Eu apenas pensei que...--

ROGER: Apenas pensou, não é? Vá para casa.

JOVEM BEN: (chorando)

ROGER: Ande logo, te direi no que pensar.

[Ben sai chorando.]


[Sayid está trabalhando numa obra. Sayid vê Ben, que o observava.]

SAYID: Como me encontrou?

BEN: Eu procurei.

SAYID: O que quer, Ben?

BEN: John Locke está morto. Acho que foi assassinado.

SAYID: Por que alguém o mataria?

BEN: Eu diria que foi uma retribuição, pelo trabalho que temos feito. Você está em perigo, Sayid. Se eu posso encontrá-lo, as pessoas que acharam Locke também podem. As mesmas pessoas que, enquanto conversamos, estão lá fora, vigiando o hospital psiquiátrico do Hugo.

SAYID: O estão vigiando?

BEN: Um homem num sedan esteve lá durante toda a semana. Apenas esperando, pelo visto no caso de eu ou você aparecermos.

SAYID: É por isso que está aqui? Você realmente veio até aqui para sugerir que eu mate este homem?

BEN: Você não quer?

SAYID: O que te faz pensar que quero?

BEN: Porque Sayid, para ser bem simples, você é capaz de coisas que a maioria dos outros homens não é. Cada escolha que fez na sua vida, entre assassinatos e torturas, não foram realmente escolhas, não é? Faz parte da sua natureza. De quem você é. Você é um assassino, Sayid.

SAYID: Não sou o que pensa de mim. Não gosto de matar.

BEN: Então eu devo desculpas. Estava errado sobre você.

[Ben sai.]


[Sawyer, Phil, Radzinsky e dois membros da DHARMA entram na sala da jaula. Sawyer destranca a cela e se aproxima de Sayid.]

SAWYER: [Para Sayid.] Está bem, última chance. Tem algo a dizer?

[Sayid não responde. Sawyer suspira e dá um choque nele. Sayid cai no chão.]

SAWYER: (suspiro) Levem-no para o Oldham.

[Os membros restantes entram na sala e algemam Sayid. Uma van DHARMA entra na floresta. Phil, Radzinsky, Horace e Sawyer saem, enquanto puxam consigo um algemado Sayid. Eles caminham em direção a uma tenda. Um som pode ser ouvido da tenda. Um homem sai da tenda e desliga o som.]

SAYID: [Para Sawyer.] (voz baixa) Quem é esse homem?

SAWYER: (voz baixa) Nossa versão de você.

[Oldham se aproxima de Sayid e traz um líquido desconhecido com um cubo de açúcar. Ele tenta pôr o cubo na boca de Sayid, mas ele vira.]

OLDHAM: Melhor acorrentá-lo.

[Radzinsky e Phil arrastam Sayid para umas restrições associadas à algumas árvores e o prendem nelas.]

OLDHAM: [Para Sayid.] Não se preocupe. São para sua proteção. Existem efeitos colaterais para o que estou te dando. [Para Phil.] Abra a boca dele.

[Radzinsky e Phil seguram a cabeça de Sayid e o forçam a abrir a boca.]

PHIL: Abra.

[Oldham insere um cubo de açúcar. Radzinsky e Phil rapidamente fecham sua boca e a mantêm fechada.]

OLDHAM: [Para Sayid.] Não tenha medo. Apenas desligue sua mente. Deixe fazer efeito.

[Radzinsky e Phil soltam Sayid. Sayid tenta correr em direção a Oldham, mas ele é impedido pelas restrições.]

OLDHAM: [Para Sayid.] Está além do seu controle. Resistir é um péssimo uso de suas energias. Sabe, resistindo ou não, uma coisa é certa, amigo. Você nos dirá a verdade.

Ato 4

[A cena familiar no Long Beach Marina. Sun está apontando uma arma para Ben.]

BEN: [Para Sun.] Há uma pessoa, uma pessoa aqui em Los Angeles. Deixe-me levá-los até ela.

SUN: Até quem?

BEN: A mesma pessoa que nos mostrará como voltar para a ilha.

KATE: É disso que se trata? Isso é loucura. Estão todos loucos.

BEN: Sayid, aonde está indo?

[Kate entra no seu carro e vai embora. Sayid se vira.]

SAYID: Não quero participar disto.

SAYID: [Apontando para Ben.] E se eu o ver de novo, será extremamente desagradável para nós dois.

[Sayid vai embora.]


[Sayid está bebendo um uísque em um bar.]

SAYID: Ahh.

MULHER: Tem um cardápio?

GARÇOM: Aqui está. [Para Sayid.] Senhor? Outro MacCutcheon?

SAYID: Por favor.

MULHER: [A mulher é Ilana.] Quanto custa?

SAYID: Como?

ILANA: Esse uísque. Quanto custa uma dose?

SAYID: Quanto quer que custe, vale.

[Sayid bebe sua bebida.]

ILANA: Não entendo por que alguém pagaria 120 dólares por uma dose.

SAYID: Se sabia quanto custava, por que me perguntou?

ILANA: Pela mesma razão de estar jantando aqui e não na mesa. [Para o graçom.] Vou querer costela mal passada.

GARÇOM: Certo, madame. Costela mal passada.

SAYID: É uma profissional?

ILANA: Profissional do quê? Acha que sou uma prostituta?

SAYID: Mm.

ILANA: Não sou profissional de nada. Apenas... Achei você triste. Gosto de homens tristes.

SAYID: Sinto muito por ouvir isto.

[Ilana se aproxima de Sayid.]

ILANA: Então... Além de beber sozinho nos bares... O que faz? Para viver.

SAYID: Estou sem emprego no momento.

[Sayid bebe sua bebida.]

ILANA: Então o que fez?

SAYID: A única coisa na qual eu era bom.

ILANA: Então por que parou?

SAYID: Estou tentando mudar.

ILANA: Agora sei por que está triste.

SAYID: Sabe?

ILANA: Quando você é bom em algo, sempre há pessoas tentando-o a continuar o mesmo.

SAYID: E como sabe tanto sobre tentação?

ILANA: Compre-me uma dose daquele uísque e direi.


[De volta na floresta da Ilha. Sayid observa o céu, sem expressão.]

HORACE: [Para Sayid.] Olá. Olá?

[Sayid ouve Horace e vira para olhá-lo.]

OLDHAM: Farei algumas perguntas. Quero que relaxe e as responda sinceramente... Não que tenha outra escolha. Qual o seu nome?

SAYID: [Claramente drogado.] Sayid. Sayid Jarrah.

OLDHAM: Certo, Sayid. Por que estava algemado quando o encontramos?

SAYID: Porque... Porque sou um homem mau.

OLDHAM: Estava fugindo de seu pessoal?

SAYID: Qual pessoal?

OLDHAM: Os hostis.

SAYID: Não sou um hostil.

HORACE: Então de onde veio, Sayid?

SAYID: Vim em um avião.

OLDHAM: Qual?

SAYID: Voo 316 da Ajira. E foi assim que voltei à ilha.

OLDHAM: Voltou? Já esteve aqui antes?

SAYID: Oh, sim. Da primeira vez, estava no voo 815 da Oceanic. O avião caiu. Fiquei aqui por cem dias. Então parti. Pergunte ao Sawyer.

OLDHAM: Quem é Sawyer?

RADZINSKY: Quem liga? Nada disso importa. Pergunte a ele sobre a Chama.

HORACE: [Para Radzinsky.] Quieto.

OLDHAM: O que sabe sobre nossas estações?

SAYID: Sei que a Chama é uma estação de comunicação. A Pérola era para observar as outras estações. A Cisne para estudar eletromagnetismo. Mas isso foi antes do incidente.

RADZINSKY: [Interrompendo.] O Cisne?! Como sabia o nome que daríamos? Nem a construímos ainda! Eu disse que ele viu o modelo! Está vendo? Ele é um espião!

HORACE: [Para Radzinsky.] Hey!

RADZINSKY: Eu sabia!

HORACE: Radzinsky! Não vou dizer de novo. Fica frio.

SAYID: [Para todos.] Todos vocês vão morrer, sabe.

HORACE: [Para Sayid.] O quê?

SAYID: Serão assassinados.

HORACE: E como você sabe disso, Sayid?

SAYID: Porque sou do futuro.

OLDHAM: [Para Horace.] Talvez eu devesse ter usado metade da dose. Oops.

[Sayid começa a rir descontroladamente.]

SAYID: Você... Você usou o suficiente.


[Na oficina, Juliet está mostrando as coisas à Kate.]

JULIET: Lixadeira, lubrificador, furadeira aqui. Conector, rolamento, chaves, aqui. Como está com seu motor de quatro cilindros? Não faz idéia do que estou falando?

KATE: Não.

JULIET: Tudo bem. Jack contou sobre nós...

KATE: Não, o Hurley, na verdade.

JULIET: É um alívio, na verdade. Não tinha muita certeza de como fazer isso sem parecer que estava querendo afastá-la.

KATE: Tudo bem.

[A van DHARMA de Sayid retorna às barracas. Todos saem dela. Kate e Juliet a observam, concentradas. Sayid e Sawyer olham na direção delas.]


[Um grupo de membros da DHARMA estão acolhidos numa casa.]

HORACE: [Para todos.] Certo... O que faremos com ele?

RADZINSKY: Matamos.

SAWYER: Esperem um pouco, não matamos gente, certo?

HORACE: Ele violou a trégua. O que acha que eles fariam se um de nós fosse pego?

SAWYER: Desde quando agimos como eles? Somos civilizados.

HORACE: Sim, somos. Temos uma lei. E demos a ele todas as oportunidades de se defender.

RADZINSKY: Blá, blá, blá. Preciso lembrá-los que este homem viu coisas? Ele sabe das coisas. Não há o que falar. É um espião.

SAWYER: Tem certeza, Stu? Ele estava tentando escapar dos hostis. Obviamente tem problemas com esse pessoal.

RADZINSKY: Sim, e compartilhar nossos segredos é a maneira mais rápida de resolver esses problemas.

HORACE: Okay, preciso de mais tempo para pensar.

RADZINSKY: (ridicularizando) Pensar? Quanto mais ele ficar aqui, mais perigo corremos.

SAWYER: Posso falar com ele, Horace. Só preciso de mais tempo.

RADZINSKY: [Interrompendo.] Não. Teve sua chance, LaFleur.

SAWYER: Por que tem que ser do seu jeito, Radzinsky?

RADZINSKY: Horace, tem que pedir uma votação. (suspiros) Ou tomamos uma decisão, ou ligo para Ann Arbor... E eles farão isso por nós.

AMY: Radzinsky tem razão. Horace, por favor... Não posso... Não posso dormir com um olho aberto. Temos um bebê agora. Temos que pensar no Ethan. Temos que pensar nas crianças daqui. Como nos sentiremos seguros com esse homem por aqui? Não sei o que ele quer, mas não podemos mantê-lo aqui. Não temos escolha.

[Horace suspira.]

HORACE: Tudo bem. Vamos votar. Todos a favor da solução do Radzinsky, levante a mão.

[Todos na sala levantam suas mãos, exceto Sawyer.]

RADZINSKY: [Para Sawyer.] LaFleur?

[Horace se vira para Sawyer.]

HORACE: Realmente quero dizer que foi unânime.

[Sawyer olha para Radzinsky. Ele, relutantemente, levanta sua mão.]

Ato 5

[Sayid e Ilana entram em um quarto enquanto se beijam.]

ILANA: Mmm. Para deixar registrado, só estava lá pelo jantar.

SAYID: Está com medo que eu fique com a idéia errada? Mmm.

[Ilana pula na cama.]

ILANA: Acho que é muito tarde para isso.

[Sayid pega na perna de Ilana.]

ILANA: Tire.

[Sayid começa a abrir o zíper da bota de Ilana. Então, ela inesperadamente chuta a cara dele duas vezes, atravessa a cama, dá um golpe em seu rosto e saca uma arma antes que ele voltasse para lutar.]

ILANA: Mexa um dedo, e está morto.

SAYID: Então, quem é você?

ILANA: Perguntou-me antes se eu era profissional. Sou profissional. Fui contratada para te levar para Guam.

SAYID: Quem te contratou?

ILANA: A família de Peter Avellino. O homem que matou a sangue frio o ano passado, num campo de golfe nas ilhas Seychelles.

SAYID: É uma caçadora de recompensas?

ILANA: Não importa quem eu sou. Você responderá pelo que fez.


[Sawyer destranca a cela de Sayid e entra. Sayid está sentando na cama.]

SAWYER: [Para Sayid.] Me dá um soco na cara.

SAYID: (rindo) O quê?

SAWYER: Vamos, você tem direito a um mesmo, então faça para valer. Então quero que pegue essas chaves do meu bolso e caia fora. O guarda lá fora é o Phil. Ele é um bocó. Então calculo que pode pegar a arma dele antes que veja que saiu. Só me prometa que não atirará nele.

SAYID: Agradeço a oferta, mas estou bem aqui.

SAWYER: Eles vão te matar. Eles acabaram de votar. Até a nova mamãe te quer morto.

SAYID: Vou ficar aqui, James.

SAWYER: De manhã estava me implorando para deixá-lo ir. Por que mudaria sua...

SAYID: [Interrompendo.] Porque... Quando acordei na floresta, e percebi que tinha voltado para esta ilha... Senti que não havia propósito nisso. Mas agora sei exatamente por que estou aqui.

SAWYER: Para levar um tiro? E depois? Você está louco.

[Sawyer suspira, e então sai da cela.]


[Sawyer volta para casa, mas ele muda de idéia já na varanda e muda a direção para a casa de Kate. Ele bate na porta e ela o atende.]

SAWYER: Hey.

KATE: Oi.

SAWYER: Por que voltou?

KATE: O quê?

SAWYER: O Sayid encheu meus ouvidos com a merda de um maldito propósito e quero saber... por que vocês voltaram?

KATE: Uh...

SAWYER: Por que, Kate?

KATE: Não sei por que os outros voltaram. Sei por que eu voltei.

[Eles são interrompidos pelo som de uma van em alta velocidade. Sawyer se vira para ver a van DHARMA derrubar umas cercas. Ela bate numa casa.]

SAWYER: O quê? Que diabos?!

[Sawyer e Kate correm para a cena e começam a ajudar tentando combater as chamas. Uma mulher quebra a janela da casa e pula pra fora.]

KATE: Você está bem?

[Sawyer corre para o tanque de água e liga a válvula.]

SAWYER: Craig, pegue uma chave e abra as válvulas, pegue as mangueiras.

HOMEM: Certo.

[Kate ajuda a mulher até ela sair da janela. O tanque de combustível da van explode.]

MULHER: Aah!

SAWYER: Erin, traga o extintor. Bill, vá ajudar o Craig.

[Jack corre para a cena.]

JACK: [Para Sawyer.] Que diabos aconteceu?

SAWYER: Três anos sem kombis incendiadas, vocês voltam por um dia... Pegue aquela mangueira.

[Juliet corre para a cena e pega uma mangueira. Jack pega uma manqueira e combate o fogo.]

SAWYER: Pegue esta mangueira!

HOMEM: Pegamos!

SAWYER: [No walkie.] Todos seguranças, é o LaFleur! Temos um incêndio! Todos para a casa 15 agora!

[Phil ouve a chamada do Escritório de Segurança.]

PHIL: [No walkie.] Entendido, estou a caminho.

[Ele pega uma arma e sai do Escritório de Segurança. Uma figura encapuzada entra no escritório e caminha em direção à sala da cela. Sayid está em pé sob as barras com as mãos cruzadas.]

SAYID: [Para a figura encapuzada.] O que aconteceu com os seus óculos?

[Esta figura é o jovem Ben.]

JOVEM BEN: Meu pai.

SAYID: Por me trazer o sanduíche? Eu sei. Meu pai era um homem duro também.

JOVEM BEN: Realmente odeio aqui. Se o deixar sair... Me levará com você? Para o seu povo?

SAYID: Sim, Ben, levarei. É por isso que estou aqui.

Ato 6

[No Aeroporto Internacional de Los Angeles.]

Caixas de Som: Atenção passageiros do voo da Ajira Airways 3-1-6, para Honolulu e Guam...

[Sayid está sendo levado através do aeroporto, algemado, por Ilana. Sayid vê Hurley no check-in.]

SAYID: Tem certeza que vamos para Guam?

ILANA: Aonde mais estaríamos indo?

[Eles continuam a andar. Sayid vê Jack com Hurley, e então Kate.]

SAYID: Posso te pedir um favor? Podemos pegar o próximo avião?

ILANA: Por quê?

SAYID: Sou muito supersticioso quando vou voar.

ILANA: Te comprarei um pé de coelho na loja de presentes. Iremos nesse avião.

[Sayid e Ilana estão no avião, antes dele partir. Ele vê Sun a poucas poltronas atrás.]

ILANA: Desculpe pelas algemas, são só negócios.

[Ben entra no avião.]

BEN: Espere, por favor! Obrigado por não fechá-la.

[Sayid observa Ben, claramente surpreso. Ben o entreolha.]

HURLEY: O que ele faz aqui? Não, não, ele não pode ir!

JACK: Hurley, ei, se quer voltar, é assim que tem que ser.

SAYID: [Para Ilana.] Trabalha para Benjamin Linus?

ILANA: O quê?

SAYID: Trabalha para ele?

ILANA: Quem é Benjamin Linus?

SAYID: Ele é um mentiroso, manipulador, um homem que deixou a própria filha ser morta para se salvar. Um monstro responsável por nada menos que genocídio.

ILANA: Por que eu trabalharia para alguém assim?

SAYID: Eu trabalhei.


[De volta nas barracas, o jovem Ben destranca a porta da cela e liberta Sayid. Eles correm pela floresta, mas vêem luzes dos faróis de uma van DHARMA. Ben tropeça e cai.]

JOVEM BEN: Whoa! Aah!

SAYID: Esconda-se!

[A van para. O motorista se adianta com uma lanterna e uma arma. O motorista é Jin.]

SAYID: Jin?

JIN: (suspiro) Sayid. O que está fazendo aqui? Como escapou?

SAYID: O Sawyer me deixou sair. Eles iam me matar.

JIN: O quê?

(estatística)

PHIL: [No walkie.] Atenção, o prisioneiro escapou. O hostil não está mais em custódia. Tomem cuidado. Ele pode estar armado.

SAYID: Não sabem que ele me soltou. Por favor, Jin, preciso ir.

JIN: Tudo bem, deixe eu falar com ele antes. [No walkie;] LaFleur, é o Jin, responda.

[Antes que alguém respondesse no walkie, Sayid pega Jin e o derruba no chão. Então ele bate em sua cara, o deixando incosciente.]

JOVEM BEN: Whoa! Onde aprendeu a fazer isso?

[Sayid pega a arma de Jin.]

JOVEM BEN: Vamos, é melhor irmos. Ele chamou o LaFleur.

SAYID: Estava correto sobre mim.

JOVEM BEN: O quê?

SAYID: Sou um assassino.

[Sayid olha e atira uma vez no peito do jovem Ben. Ben cai no chão instantaneamente. Sayid solta a arma e limpa uma lágrima, então ele corre para a floresta deixando Ben para morrer.]

[LOST]

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