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LOSTpédia & Revista Season
C5x07 - A Caixa

Escrito por: Lucas Benicá Pereira
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Introdução

Recapitulação

Sequência de cenas do episódio 2.23 - Live Together, Die Alone:

  1. Desmond sai da prisão.
  2. Charles Widmore o chama dentro do carro.
  3. Desmond entra e Charles lhe mostra uma caixa, dizendo que lá dentro tem o passado de Des, como também o seu futuro.
  4. É mostrado o que tem dentro da caixa: as cartas que Desmond mandou pra Penny mas Charles havia as interceptado e várias notas de dinheiro para manter Des longe de Penny.

Sequência de cenas do episódio 5.06 - Manipulated:

  1. Mathias fala com alguém sobre enviar relatórios todas as noites.
  2. Mathias sai da cabine e vê Frank olhando o mar.
  3. Ele fala que vai dormir, Frank se despede e quando Mathias não está mais lá Frank se questiona sobre o que eram os relatórios que Mathias havia falado e para quem eles iriam ser enviados.

Sequência de cenas do episódio 4.09 - The Shape of Things to Come:

  1. Benjamin abre seus olhos no deserto do Saara.
  2. No hotel, ele vê Sayid na televisão.
  3. Sayid leva o caixão de Nadia nas costas enquanto Ben o observa. Sayid vê que está sendo observado e Ben corre descendo as escadas, mas Sayid o pega.
  4. Sayid atira em Bakir.
  5. Sayid pergunta para Ben quem é o próximo.
  6. Ben abre a porta do quarto de Widmore.
  7. Ele fala que vai matar Penelope.


Tempo Real

[BARCO DE PENNY - MAR - MANHÃ - 2005]

[DESMOND sai da cabine e vê vários píers com barcos há um quilômetro de distância, é o Brasil. Ele fica surpreso e alegre.]

DESMOND: Penny! Penny!

[Depois de alguns segundos PENNY aparece e olha para o píer.]

PENELOPE: Já chegamos?

DESMOND: Parece que sim. Onde está Mathias?

MATHIAS: Aqui.

[MATHIAS aparece do lado de FRANK.]

FRANK: Este é o Brasil?

[A câmera foca na bandeira brasileira de um barco que está passando ao lado do barco de Penny.]

MATHIAS: Sim, este é.

[Vemos os felizes rostos de todos, até o de Mathias.]


[QUARTO DE HOTEL - TOZEUR (TUNÍSIA) - NOITE - 2005]

[BEN, terminando de se vestir, abotoa o terno que usa se olhando num espelho grande em um chique espaço. Parece satisfeito com a roupa que veste então dá um sorriso.]


[RESTAURANTE DO HOTEL - TOZEUR (TUNÍSIA) - NOITE - 2005]

[Benjamin está sentado em uma mesa sozinho. O GARÇOM se aproxima.]

GARÇOM: Você gostaria de alguma coisa, senhor Moriarty?

BEN: Não, eu estou esperando alguém.

GARÇOM: Bom, qualquer coisa me chame.

BEN: Farei isto.

[Depois de alguns segundos, Mathias aparece. Ele é a pessoa pela qual Benjamin Linus esperava. Ele senta-se à mesa.]

MATHIAS: Então aqui estou eu.

BEN: Eu posso ver isto.

[Os dois ficam se olhando por um tempo.]

MATHIAS: Onde está o dinheiro?

BEN: No meu quarto.

MATHIAS: Todos os cinquenta mil dólares?

BEN: Em cada nota.

[O Garçom se aproxima novamente.]

GARÇOM: Já desejam fazer seus pedidos?

BEN: Por enquanto traga uma garrafa de vinho para mim e para meu amigo.

[Ben dá o seu pequeno sorriso enigmático, mas antes que possa falar mais alguma coisa cortamos para -]

LOST

Flashforward

[RUA DESERTA - SÃO PAULO (BRASIL) - NOITE - 2006]

[Desmond correndo, suado e cansado. Está com cabelo curto igual o das suas viagens/flashbacks no episódio 4.05. Ele, após algum tempo, passa na frente de um restaurante, e vê pela janela um homem se ajoelhando ao lado da mesa pedindo uma mulher em casamento. Logo que percebe algo, para de olhá-los e começa a correr muito mais rápido do que corria. Vira uma rua e para na portaria de um pequeno prédio de apartamentos. Ele olha para o PORTEIRO #1, que acena com a cabeça e abre o portão. Desmond entra, fecha o portão e vai até a -]


[PORTARIA DO PRÉDIO - SÃO PAULO (BRASIL) - NOITE - 2006]

[- e vai até o Porteiro #1.]

DESMOND [em um mal português]: Oi, você sabe onde fica uma joalheria?


[JOALHERIA CAMILLO - SÃO PAULO (BRASIL) - DIA - 2006]

[Desmond entra. SANDRA, a atendente, logo vai até ele.]

SANDRA [em português]: Olá, quer alguma coisa, senhor?

DESMOND [em português]: Você fala inglês?

SANDRA [a partir daqui os diálogos desta cena serão em inglês]: Sim. O que eu poderia fazer por você?

DESMOND: Eu... eu queria ver uma aliança.

SANDRA: Tudo bem, venha por aqui.

[Sandra caminha pela loja e entra no balcão, Desmond fica do outro lado dele.]

SANDRA: Eu tenho estas.

[Ela aponta para os vários anéis do balcão. Desmond não sabe qual escolher.]

DESMOND: Sabe, nunca fui muito bom em fazer este tipo de coisa [os dois riem].

SANDRA: Eu te ajudo. Como ela chama?

DESMOND: É Pe... [para de falar, se sente inconfortável].

SANDRA: Me desculpe?

[Desmond fica quieto, nos fazendo pensar que o pior aconteceu, mas então responde.]

DESMOND: Penelope.

SANDRA: Penelope, um bonito nome. [Pausa] Você tem uma faixa de preço?

DESMOND: Algo não muito caro, mas que deva valer.

SANDRA: Então é o seu dia de sorte. Acabou de chegar alguns que acho que vai ser ao seu gosto.

[Sandra pega uma pequena caixa preta com vários anéis e a abre.]

SANDRA: Estes anéis não vão cegar nenhuma rainha...

DESMOND [a interrompe]: Mas mesmo assim têm a chama da vida.

SANDRA [surpresa]: Isto mesmo. Minha avó uma vez me disse isto.

DESMOND: E alguém uma vez me disse isto.

[Os dois se olham por alguns momentos. Desmond, então, começa a olhar para os anéis. Fica interessado em um que parece com o que havia escolhido para Penny no episódio 3.08, dourado com uma pedra branca num formato de gota.]

DESMOND [apontando para o anel]: Eu quero aquele.

SANDRA: Tudo bom.


Tela Preta

[No canto inferior da tela vemos as palavras NOVE MESES ANTES. Um grande som começa a aumentar e aumentar e para quando aparece -]


Tempo Real

[APARTAMENTO - PRÉDIO - SÃO PAULO (BRASIL) - DIA - 2005]

[Desmond está sentado na mesa tomando café da manhã e observando Penny deitada no sofá lendo um livro com a televisão ligada. Logo começa a passar na televisão uma reportagem sobre Londres, e Penny se interessa, colocando o livro para o lado. Desmond percebe que ela sente saudades de Londres, se levanta da mesa e ajoelha atrás de Penny, agarrando-a.

DESMOND: Você sente saudades, não é?

PENNY: Não.

DESMOND: Ah, vamos, Penny. Sua vida estava lá: seus amigos, parentes [pausa], dinheiro.

[Penny se levanta, ainda sentada no sofá.]

PENNY: Des, dinheiro não traz felicidade.

DESMOND: Claro que traz.

[Ele se senta no sofá ao lado de Penny.]

DESMOND: Eu sei que você quer voltar para lá. Aqui nós não temos nada. Só este apartamento que eu nem tenho dinheiro suficiente para pagá-lo. Não tem nada pra eu trabalhar aqui, sequer sei falar português direito.

PENNY: Primeiro de tudo, eu disse que vou te ensinando aos poucos. Segundo: é o nosso dinheiro e o terceiro é que ele não serve para nada quando eu estou com você [sorri].

DESMOND: Mesmo assim estou preocupado, Penny. Mathias nos conseguiu este apartamento pela metade do preço e Frank fica nos enviando algum dinheiro cada mês dos Estados Unidos. Eu só... eu não quero ficar dependendo dos outros.

PENNY: Mas nós não estamos dependendo dos outros. Só estamos pegando emprestado.

DESMOND: Para nunca pagar novamente?

Penny abraça Desmond.

PENNY: Tudo vai ficar bem. Talvez seja uma boa ideia ir para Londres, e lá eu posso pegar um pouco de dinheiro.

DESMOND: Com quem? Todos pensam que você está morta.

PENNY: Você promete que não vai ficar bravo comigo?

DESMOND: Por quê?

PENNY: Meu... um parente meu, Alexander Widmore, tem muito dinheiro.

DESMOND: Mais dependências?

PENNY: Não seria uma dependência, e nem um empréstimo [pausa]. Olhe, fiquei pensando nisto nos últimos dias: Nós vamos para Londres, e lá iremos lidar com este problema. Poderíamos viver na casa dele, de Zander, e não se preocupe com Charles porque ele tem uma certa... rivalidade com ele.

DESMOND: Zander?

PENNY: É como chamamos o Alexander. Nós quase temos o dinheiro suficiente para fazer esta viagem, Des. Nós só precisamos ganhar mais um pouco. Prometo que não iremos pegar emprestado de ninguém.

[Os dois trocam olhares por alguns instantes.]

DESMOND: Tudo bem.

[A campainha toca. Desmond beija a testa de Penny, vai até a porta, abre-a e vemos Mathias.]

DESMOND: Ei, como vai?

MATHIAS: Bem, só um pouco cansado.

DESMOND: Por onde você andou? Ligamos pra você várias vezes.

MATHIAS: Eu estava viajando.

[Sim, ele se refere à viagem à Tunísia.]

DESMOND: Entre.

[Mathias entra e Desmond fecha a porta.]

MATHIAS: Oi, Penelope.

PENNY: Oi. Então, viajou para onde?

MATHIAS: Pra uma cidade não muito longe daqui.

PENNY: Fazer o quê?

MATHIAS: Visitar alguns parentes.

PENNY: Ah. Sente-se, eu e Des temos algumas novidades.

MATHIAS: Novidades, huh?

DESMOND: É.

[Mathias se senta em um outro sofá e Desmond ao lado de Penny novamente.]

PENNY: Eu e Des vamos ir para Londres.

MATHIAS [surpreso]: Londres. Fazer o quê? Se Widmore descobrir?

PENNY: Ele não vai. Vamos ficar na casa de um primo meu: Alexander. Charles não gosta muito dele, então vamos ficar escondidos lá até podermos nos restabelecer.

MATHIAS: Se dinheiro for o problema, posso resolver.

DESMOND: Não precisa, Mathias. Você já nos ajudou o suficiente.

MATHIAS: Nada como ajudar amigos.

[Todos se olham, sorrindo.]

MATHIAS: Bem, acho que já peguei tempo suficiente de vocês. É melhor eu ir.

PENNY: Okay.

[Os três se levantam e vão até a direção da porta.]

MATHIAS: Quando vocês vão?

PENNY: Eu não sei.

DESMOND: Ainda tenho algumas coisas a fechar. Três ou quatro semanas.

PENNY: É, quem sabe?

[Mathias abre a porta e sai.]

MATHIAS: Tchau, então. Só me avisem antes de irem.

PENNY: Nós vamos.

[Mathias se vira e começa a andar. Desmond fecha a porta.]


[CORREDOR - PRÉDIO - SÃO PAULO (BRASIL) - DIA - 2005]

[Mathias puxa um celular do bolso e disca um número. Vemos que ele está ligando para DM.]

MATHIAS: Penny e Desmond estão indo para Londres.

BEN: Quando eles partem?

MATHIAS: Eu não sei, senhor Moriarty. Mas breve. Eu devo avisar Widmore?

[A linha fica muda por alguns instantes.]

BEN [um pouco cínico]: Claro, este é o seu trabalho.

[A linha fica muda novamente, mas desta vez Ben desligou. Mathias começa a discar outro número enquanto desce algumas escadas.]

MATHIAS: Senhor Widmore, Penelope e Desmond estão indo pra aí.

WIDMORE: Bom.


Desconhecido

[AVIÃO DA OCEANIC AIRLINES - PISTA DE ATERRISSAGEM - NOITE]

[Desmond de cabelo curto está sentado em uma poltrona, olhando pela janela. O avião não está cheio, algumas poltronas vazias pois os passageiros ainda estão embarcando. A poltrona ao lado de Des está desocupada, mas com sua mochila. BRUNO e CAIO, duas crianças que são irmãos, estão com sua mãe, PAULA, que segura um copo de café além das malas, procurando suas poltronas. Estes falam português em todas as cenas.]

CAIO: Eu não acredito que estamos indo para Londres!

BRUNO: Nem eu.

MÃE: Garotos, fiquem quietos. É um voo noturno e algumas pessoas já podem estar dormindo.

[Desmond só entende algumas palavras, mas as ações colaboram e ele entende o que acontece. De repente olha para a mochila na poltrona ao seu lado e abre o zíper. Nós vemos uma pequena caixa preta lá dentro, e ele também.]

MÃE: Achei nossos assentos.

[Des fecha o zíper e volta a olhar a pequena família. As três poltronas ficam na coluna do centro do avião, uma ao lado da outra. A Mãe se senta no meio e os dois garotinhos sentam-se aos lados dela. Caio derruba o copo de café em sua poltrona.]

MÃE: Caio! Olhe o que fez!

[Caio se levanta e vai para o corredor para não se molhar. Todo o café havia caído no assento da poltrona.]

MÃE: Acho que temos que chamar a aeromoça. Bruno, vá buscá-la enquanto eu limpo o seu irmão.

[Bruno sai e logo volta com AEROMOÇA, que também fala em português em todos os diálogos.]

MÃE: Olhe o que meu filho fez.

AEROMOÇA: Não tem problema. Só que acabamos de fechar o avião e não temos como trocar a capa.

[A Aeromoça começa a olhar para os lados buscando solução e então vê a poltrona vazia ao lado de Desmond.]

AEROMOÇA [Para Desmond]: Senhor, tem alguém nesta poltrona?

DESMOND: Huh, não.

Desmond pega sua mochila e coloca-a aos pés. Sabemos agora que é um FLASHFORWARD (2006).

AEROMOÇA: Seu filho poderia se sentar ao lado dele até chegarmos a uma outra solução, pois já estaremos aterrissando daqui poucos segundos.

MÃE: Okay.


Tela Preta

[No canto inferior da tela vemos as palavras OITO MESES ANTES. Um grande som começa a aumentar e aumentar e para quando aparece -]


Tempo Real

[JARDIM - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - DIA - 2005]

[ZANDER, que, sentado em uma cadeira, olha para a portaria de sua casa. Um táxi pára do outro lado do portão e dele descem Desmond e Penny com quatro malas. Ele paga o taxista e Penny olha para Zander, acenando para ele. Zander se levanta, vai até o portão e fala algo para o PORTEIRO #2, que abre o portão. Penny e Des entram e cumprimentam Zander.

PENNY: Oi, Zander.

ZANDER: Oi, Penny. Ah, me desculpe, Erika. Quanto tempo. [Para Desmond] Acho que você deve ser o Will.

DESMOND: Eu mesmo.

ZANDER [para Penny, alegre]: Oh, Will é escocês.

DESMOND: Sim, o Will também é.

ZANDER: Bem, vamos entrar, eu já pedi para prepararem um bom chá.

PENNY: Ótimo, faz tempo que eu não tomo um.


[SALA - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - DIA - 2005]

[Os três estão sentados segurando xícaras de chá e tomando-o eventualmente. ]

ZANDER: Então, como é o Brasil?

PENNY: É ótimo. Só não me dei muito bem com o calor.

ZANDER: Ah, sei como que é. Já fui a Cuba várias vezes.

[Um telefone começa a tocar.]

ZANDER: Me desculpe, tenho que atender. Sou um homem ocupado agora.

PENNY: Não, não precisa se preocupar.

ZANDER: Estarei de volta logo, logo.

[Zander coloca a xícara na mesa e sai da sala, restando apenas nossa garota loira com nosso garoto escocês, que observa o chique ambiente. Ele se vira para Penny.]

DESMOND: Eu acho que preciso ir ao banheiro.

PENNY: Eu não lembro direito onde fica, mas acho que é por ali.

[Penny aponta o caminho pelo qual Zander havia saído. Desmond se levanta -]

DESMOND: Daqui a pouco eu volto.

[- e vai para o -]


[CORREDOR - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - DIA]

[Desmond está caminhando pelo corredor procurando pelo banheiro. Ele abre uma porta. É um escritório. Quando Desmond está prestes a fechar a porta, ele vê uma pasta vermelha escrita DESMOND D. HUME.]


[ESCRITÓRIO - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - DIA]

[Nosso brotha entra, atento a quem pode o ver, e abre a pasta. Há várias fotos dele e um monte de arquivos sobre a sua vida. Ele coloca a pasta do jeito que estava e sai para o -]


[CORREDOR]

[Desmond está voltando para a sala, preocupado. Mas então começamos a ouvir Zander falando com alguém pelo telefone, e Des também.]

ZANDER: Sim, eles estão aqui, Penelope está viva e Hume também. [Pausa] Não, pode sair da frente da minha casa. Eles confiaram em mim e não vou desapontá-los, Charles.

[Quando Desmond ouve Charles seus olhos esbugalham. Ele corre até a sala sem fazer barulho.]


[SALA]

[Penny está sentada no sofá sozinha na sala. Ela olha pela enorme janela de vidro o belo jardim de Zander. Então percebe o velho homem de preto falando ao celular no lado de fora do portão.]

[É CHARLES WIDMORE!]

[Penny fica desesperada e se esconde. Desmond entra, vê Penny escondida e vê Widmore o observando pelas grades do portão.]


[PORTARIA - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - DIA]

[Charles Widmore observa Des pela janela com o celular na orelha.]

CHARLES WIDMORE: Abra este portão agora, Alexandre!


[COZINHA - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - DIA]

[Zander está sozinho falando ao telefone.]

ZANDER: Não, Charles. Eu estou cansado de você.

[Ele desliga.]


[PORTARIA]

[C. Widmore está muito nervoso. Ele cospe no chão e entra no seu carro preto. Liga o motor, dá ré e com o carro bate no portão.]

CHARLES WIDMORE: É melhor abrir, Alexandre!

[Nós vemos Zander aparecendo na janela. Widmore olha pra ele e sai do carro, voltando a segurar o portão.]

CHARLES WIDMORE: Vai abrir, ou não?!

[Mesmo sabendo que Widmore não o ouviria -]

ZANDER: Você não tem coragem.

[C. Widmore entende o que Zander diz, e dá ré novamente. Desta vez bate mais forte do que na outra. O portão não abriu.]


[SALA]

[Penny e Des estão abraçados olhando Zander e Widmore se confrontarem. Zander se vira aos dois.]

ZANDER: Ele não vai desistir tão fácil. Tem uma saída nos fundos, acho melhor vocês irem por lá. Tem dinheiro no meu escritório. Segunda gaveta.

PENNY: Obrigada por tudo, Zander.

ZANDER: Apenas vão. Senão Charles irá pegá-los.


[PORTARIA]

[Charles vê Penny e Des saindo da sala e indo para o corredor.]

CHARLES WIDMORE [gritando]: Penelope, não fuja de mim. Você tem que fugir de outra pessoa, não de mim.

[Charles vira de costas para o portão, cansado e desesperado.]

CHARLES WIDMORE: Não... não faça isso, Penny.

[Ele olha para a direita e vê ninguém menos e ninguém mais do que Benjamin Linus parado na esquina e olhando para ele.]

CHARLES WIDMORE: Ele ainda está aqui...

[Agora Charles está realmente assustado. Olha para dentro da casa, e só vê Zander no jardim vindo em sua direção. Charles olha novamente para Ben, mas lá ele não mais está.]

CHARLES WIDMORE: Oh, meu Deus, Alexander. Abra este portão. Ele está aqui.

ZANDER: Quem está aqui?

CHARLES WIDMORE: Ele.

[Zander é mais um em desespero agora.]

ZANDER: Onde ele está?

CHARLES WIDMORE: Foi pra saída dos fundos, eu acho.

ZANDER: Oh, não. [Para o Porteiro #2] Abra o portão.

[Zander corre pra dentro da casa enquanto o portão se abre e Widmore o segue.]


[ESCRITÓRIO]

[Desmond e Penny procuram nas segundas gavetas de todo lugar.]

DESMOND: Penny, acho que ele está nos traindo.

PENNY: Quem?

DESMOND: Zander.

PENNY: Por quê?

DESMOND: Olhe isto.

[Desmond pega a pasta vermelha com o seu nome de cima da mesa e joga para Penny.]

PENNY: Des, eu devia ter te contado antes. Só continue procurando o dinheiro.

DESMOND: O quê?

[Penny continua a procurar enquanto Des a observa.]

PENNY: Não é nada demais. Uma coisa aconteceu com Zander. E agora ele não... ele tem problemas de confiança. Por isso ele pesquisou tudo sobre você.

DESMOND [preocupado]: E porque ele faria isto?

PENNY: Como eu disse, ele tem problemas de confiança. Você deixaria algum estranho morar em sua casa?

[Desmond parece lembrar de algo. Pega a pasta e começa a folheá-la, procurando por algo. Então ele acha uma folha, e sem Penny perceber ele a dobra e a coloca no bolso.]

PENNY: Eu encontrei [segurando um envelope]. Vamos sair daqui.

[Penny segura a mão de Desmond e o guia para fora. Mas antes que possam sair, Benjamin Linus aparece na porta.]

BEN: Indo para algum lugar?


Flashforward

[PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO - AEROPORTO - LONDRES (INGLATERRA) - DIA - 2006]

[Desmond está sentado no balcão tomando um copo de água e abrindo e fechando a caixa do anel. Então nosso novo amigo MATTHEW ABBADON senta-se ao seu lado.]

MATTHEW ABBADON: Eu quero um copo de água, por favor.

ATENDENTE: Saindo.

[Abbadon olha para a caixa nas mãos de Desmond.]

MATTHEW ABBADON: Pedido negado?

DESMOND: Não. Ainda não pedi.

MATTHEW ABBADON: Ah, okay. [Pausa] Matthew Abbadon.

[Abbadon estende a mão à Des e o cumprimenta.]

DESMOND: Desmond Hume.

[ATENDENTE traz um copo de água e dá para Abbadon.]

MATTHEW ABBADON: Obrigado.

[Abbadon brinca de rodar o copo quando vê que a conversa não tem mais jeitos de progredir. Olha a televisão e vemos JACK, e na faixa de notícias do telejornal vemos o seu nome completo, JACK SHEPHARD. A reportagem é sobre o seu salvamento no 3.22. Desmond guarda a caixa no bolso e olha para a televisão.]

[Abbadon pigarreia chamando a atenção de Desmond. Desmond se vira em sua direção.]

MATTHEW ABBADON: Okay, este é o negócio. Eu tenho um carro parado lá fora, esperando por ambos de nós. Charles Widmore me enviou, para te pegar.

DESMOND: Me pegar para o quê?

[Pausa.]

MATTHEW ABBADON: Para ver Penelope.


Tempo Real

[ESCRITÓRIO - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - DIA - 2005]

[Benjamin Linus, Desmond Hume e Penelope Widmore trocam alguns olhares.]

BEN: Sayid!

[SAYID JARRAH e Mathias entram por outra porta, cada um apontando sua arma para a cabeça de Alexander e de Charles Widmore, respectivamente. Sayid ao ver Penny e Desmond fica surpreso, e os dois o mesmo.]

SAYID: Desmond?

DESMOND: Sayid. O que vocês estão fazendo?

BEN: Widmore, você gostaria de explicar?

[Widmore olha raivosamente para Benjamin, e lhe dá um cuspe no rosto. Ben limpa a face com a manga.]

BEN: Eu acho que você esqueceu.

[Ben tira do bolso o seu curto bastão e aperta o botão para a faca sair.]

BEN: Mas, sem preocupações, te farei lembrar. [Pausa] Todos de joelho agora.

[Desmond pede para Penny se ajoelhar, e os dois são os primeiros. Zander faz o mesmo logo em seguida, mas Widmore apenas olha Benjamin.]

BEN: Você está surdo, Charles? Eu disse para se ajoelhar.

CHARLES WIDMORE: Eu sei que você não fará nada comigo.

BEN: De joelhos agora ou eu a faço morrer lentamente, com você olhando.

[Charles Widmore olha para Mathias, que está lhe apontando a arma, e ajoelha.]

BEN: Então aqui nós...

[Benjamin Linus leva um tiro no ombro e cai no chão. Viramos a câmera para revelar o atirador: Mathias. Des e Penny se levantam. Sayid chuta a cabeça de Alexander fazendo-o desmaiar e atira no peito de Mathias.]

[Mathias está morto.]

[Charles Widmore pega a arma de Mathias e aponta para Sayid. Sayid bate com sua arma na cabeça de Widmore, que cai no chão, e pega a arma.]

PENNY: Não, pai!

[Penelope vai até Charles ver se ele está bem.]

SAYID: Não se preocupe. Ele vai ficar bem.


Flashforward

INTERIOR DE UM CARRO - LONDRES (INGLATERRA) - DIA / CHUVA - 2006

[Charles Widmore está sentado no banco de trás com o MOTORISTA e um SEGURANÇA na frente. Ele olha pela a janela e vê Desmond e Abbadon vindo em direção ao carro. Abbadon abre a porta de trás para Desmond e ele entra, ficando ao lado de Widmore. Abbadon fecha a porta e o segurança lhe dá um guarda-chuva, que ele abre e usa. Des vê uma caixa que separa ele de Charles, e dá uma risada. A caixa é a mesma do episódio 2.23.]

DESMOND: Para o que é esta caixa? Você vai me apresentar meu passado e meu futuro? Novamente?

[Charles mantém seu olhar para o banco da frente sem rir, apenas triste.]

CHARLES WIDMORE: Mais ou menos, Hume. A abra.

[Desmond pega a caixa e a coloca no colo. Ele parece ter um pouco de medo.]

DESMOND: O que tem dentro?

CHARLES WIDMORE: [Com raiva] Só... [Ele volta à calma] só a abra.

[Desmond olha fixamente para a caixa e a abre. São as cartas que ele havia mandado para Penny no tempo que estava preso. Desmond as pega e começa a vê-las, uma por uma. Então olha para Charles.]

DESMOND: Por que isto?

CHARLES WIDMORE [Raivoso]: Porque ela está morta agora, e por minha causa ela não teve a vida que queria.

DESMOND: Não é a sua culpa.

[Widmore pela primeira vez olha Desmond nos olhos, podemos ver raiva.]

CHARLES WIDMORE: Claro que é. Benjamin Linus a matou, e agora eu vou matá-lo.

[Desmond não sabe o que fazer. Ele guarda as cartas de volta na caixa e a fecha. E para Widmore, já calmo, fala - ]

DESMOND: Onde está ela?


[CEMITÉRIO - LONDRES (INGLATERRA) - DIA / CHUVA - 2006]

[Widmore, ao lado do Segurança e Abbadon, andava com Desmond até um grande túmulo. Na lápide pode ser visto -]

[PENELOPE WIDMORE.]

CHARLES WIDMORE: Penelope não queria algo grande, ela queria ser enterrada aqui, e aqui ela está. [Pausa] Quer ficar sozinho?

[Desmond acena com a cabeça. Charles Widmore vira de costas e caminha um pouco para longe, com Segurança seguindo-o. Abbadon fica, e se aproxima de Desmond, dando-lhe um fraco tapa nas costas.]

MATTHEW ABBADON [fala num tom baixo]: Tente derramar uma lágrima.

[Abbadon pisca com um olho para Desmond e vai até Widmore. Desmond se aproxima do túmulo e coloca sua mão sob ele.]


Tempo Real

[ESCRITÓRIO - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - DIA - 2005]

[Benjamin tenta se levantar segurando a faca. Sayid vai até ele.]

SAYID: Benjamin, desista. Você não vai chegar a lugar nenhum.

BEN [chorando]: Eu preciso terminar isto.

SAYID: Não, você não precisa. Você está torturando a si mesmo.

BEN: Ele matou Alex.

[Sayid olha para Desmond, que segura Penny nos braços enquanto ela chora olhando para o seu pai, então volta a olhar para Ben.]

SAYID: Seja esperto. Nós podemos fazer isto valer.


Flashforward

[PORTARIA - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - NOITE - 2006]

[Desmond segurando a caixa olha para o Porteiro #2, e este abre o portão para Desmond poder entrar no -]


[JARDIM - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - NOITE - 2006]

[Desmond caminha pela grama indo até a porta. Ela se abre, e vemos a silhueta de alguém. Desmond sorri.]

[Enquanto avançamos com a câmera vemos que a pessoa é Penelope.]

[Os dois correm o resto do caminho e se abraçam e beijam.]

PENNY: Era pra você ter chegado ontem.

DESMOND: É que seu pai me encontrou.

PENNY: O que ele fez?

DESMOND: Ele me deu isto.

[Desmond levanta a caixa, mostrando-a para Penny.]

PENNY: O que é isto?

DESMOND: São as cartas que eu escrevi para você enquanto estava na prisão.

PENNY: Você me escreveu?

DESMOND: Sim. Eu senti a sua falta.

PENNY: Eu também. Nem parece que faz dez meses. Você está -

[Ouvimos passos vindo. Desmond e Penny olham para a porta e vemos Benjamin Linus em sua roupa toda preta.]

DESMOND [para Penny]: O que ele está fazendo aqui?

[Então, para a surpresa de Desmond e a nossa também, Jack sai da porta. Ele não está barbudo, e sim com uma barba bem-feita. Ele dá um olhar de cumprimento para Desmond, que faz o mesmo.]

JACK: Nós deveríamos entrar para conversar, Desmond.

[Jack entra na casa e Benjamin logo atrás dele. Penny, segurando a mão de Desmond, o guia.]


[SALA - CASA DE ZANDER - LONDRES (INGLATERRA) - NOITE - 2006]

[Desmond e Penny entram. Desmond se surpreende.]

[A câmera se vira revelando Alexander Widmore, Sayid Jarrah, KATE AUSTEN, AARON LITTLETON, HUGO REYES e WALT LLOYD. Todos sentados nos sofás olhando Desmond.]

L O S T


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