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LOSTpédia & Revista Season
C5x03 - Destino Marcado

Escrito por: Bruno Petermann Choueire Bugalho
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LOST

Tempo Real

[Na ilha de Sumba, aonde os Oceanic Six chegaram: Jack, Hurley, Sun, Sayid, Kate e Aaron são recebidos pelos moradores. Um homem tenta falar algo com Sayid, mas Sayid não entende o que ele fala. Este homem grita para outro que estava atrás, este homem corre até os Oceanic Six.]

Devon: Vocês estão bem?

Jack: Sim, nós somos sobreviventes do vôo 815.

[Os moradores da ilha começam a falar e o homem que fala inglês diz algo para os outros.]

Devon: Agora irá ficar tudo bem, iremos chamar a guarda costeira.

[Kate e Sun se abraçam, Hurley e Sayid sorriem e Jack cumprimenta o homem que fala inglês, que diz que seu nome é Devon.]


[No barco de Penny: Henrik e Mathias estão conversando na parte de fora do barco em português.]

Mathias: Cara! Eu acho que agora nós podemos voltar para casa.

Henrik: Provavelmente sim, a Sra. Widmore não precisa mais de nós.

[Frank estava próximo deles, e se aproxima. Ele fala em inglês.]

Frank: Estou aqui com vocês já faz um tempo, e nunca perguntei de onde vocês são.

Mathias: Nós somos do Brasil, São Paulo.

Frank: Brasil? País muito bonito! Eu já estive algumas vezes lá, mas sempre a trabalho.

Henrik: É mesmo? Você faz o quê?

Frank: Sou piloto de avião, e vocês?

[Penélope e Desmond saem de dentro do barco.]

Penélope: Acabamos de ouvir uma transmissão de rádio que dizia que foram encontrados seis sobreviventes do vôo 815.

Frank: Que ótima notícia! Vou finalmente provar para o mundo que eu não estou ficando caduco. Tomara que aqueles babacas da segurança do transporte dos EUA estejam ouvindo.

Desmond: É brotha, sempre que me dizer alguma coisa, vou acreditar em você.


[Acampamento: Rose está sentada olhando para o mar como se ela estivesse esperando algo chegar. Bernard se senta ao seu lado.]

Bernard: Ainda esperando um resgate Rose?

Rose: Não Bernard. Estou esperando por Faraday e os outros que estavam no bote com ele.

Bernard: Bem Rose, se eles estavam perto do cargueiro na hora da explosão, eles não estarão vivos.

Rose: Mas eles estão vivos, eu posso sentir que sim.

[Bernard abre a boca para dizer algo, mas desiste ao ver Rose o encarando. Ela se levanta e beija um crucifixo em seu pescoço.]

Rose: Bernard, ele estarão aqui logo, logo.

[Charlotte sai correndo de direção da mata, ela vê Rose e a corre em sua direção.]

Charlotte: Rose, você sabe onde está Juliet?

Rose: Juliet? Na última vez que eu a vi, ela tinha ido pegar frutas na mata. Mas, por quê? Está tudo bem com você?


Flashback

[Uma mulher caminha rapidamente com um bebê no colo, o rosto da mulher não é mostrado. Essa mulher caminha entre casas em um bairro que parecia ser residencial. A mulher olha para uma casa.]

Mulher [sussurrando]: Foi aqui que ele mandou.

[A mulher deixa o bebê na porta da casa e toca a campainha. Ela pega um medalhão que havia um emblema da Dharma e deixa junto da cesta do bebê. Esta mulher sai rapidamente da casa, é possível ver seu rosto. Ela era uma mulher ruiva de olhos azuis, seu nome era Selma.]

Selma: Jacob, por favor, cuide da minha pequena Charlotte, eu já fiz o que você me mandou!


Tempo Real

Charlotte: Na verdade não, e você não pode me ajudar.

[Miles finalmente chega à praia, ele parece exausto.]

Miles: Charlotte, você poderia ir mais devagar?

Rose: Talvez eu possa sim, nunca fiz muita coisa de útil aqui. Sempre as coisas aconteciam e eu ficava apenas esperando.

[Bernard se levanta da praia, e vem em direção aos três.]

Bernard: Rose? Você querendo agir?

Rose: Sim Bernard, por quê? Eu não posso?

Bernard: Bem, o que vocês planejam fazer?

Charlotte: Eu preciso encontrar Juliet, ela pode me ajudar a encontrar Ben.

Miles: Espera aí, você planeja encontrar alguém, para encontrar outro alguém?

Rose: Bernard, nós devemos ir com ela, ela parece determinada nisso. E ela precisa de ajuda. Certo? [Rose olha para Charlotte]

Charlotte: Certo, vocês podem vir comigo, nós precisamos de Juliet. Quanto mais gente a procurando melhor.


[Na ilha de Sumba: Jack, Sayid, Sun, Hurley e Aaron no colo de Kate estão dentro da sala de uma casa de um dos moradores de Sumba. Uma mulher entra na sala e oferece suco de laranja.]

Hurley: Eu aceito.

[A mulher serve Hurley e vira para Kate, através de gestos ela pergunta se ela quer suco.]

Kate: Não obrigada.

[A mulher sai da sala, e deixa a jarra sobre uma pequena mesa.]

[Jack olha para Aaron que está no colo de Kate.]

Jack: Nós precisamos decidir o que fazer com o Aaron.

Sayid: Nós podemos entregá-lo para sua família, a Claire deve ter parentes vivos.

Sun: Eu também acho que devemos entregá-lo para sua família.

Hurley: Mas, e quanto aos oito sobreviventes que conseguiram sair do avião?

Jack: Podemos dizer que a Claire não sobreviveu ao parto, e morreu na ilha. O que você acha Kate?

Kate: Eu ficarei com ele!

[Devon entra na sala, e interrompe a conversa dos Oceanic Six.]

Devon: O avião de vocês chegou, e espero que ninguém aqui esteja sofrendo de trauma de voar, porque ir para os Estados Unidos de barco é uma longa viagem.]


[Na mata: Bernard está andando sozinho na mata, ele chuta alguma coisa. Bernard olha, ele vê uma sacola cheia de frutas. Bernard começa a gritar para que os outros venham.]

[Rose aparece rapidamente, e depois dela Charlotte e Miles respectivamente.]

Rose: O que foi Bernard?

[Ele aponta para fruteira no chão.]

Rose: Está é a fruteira que a Juliet veio para buscar frutas.

Miles: Mas porque as frutas estão todas jogadas no chão?

[O rosto de Charlotte é fixado.]


Flashback

[Jeannette e David Lewis estão sentados em uma sala. Charlotte com 16 anos está sentada em uma poltrona.]

Jeannette: Charlotte, eu e seu pai tomamos uma decisão muito séria. Espero que você esteja preparada para o que temos a te dizer.

David: Acho melhor não Jeannette.

Charlotte: Para que tanto mistério? Podem falar.

David: [suspira] Certo, então Charlotte, quando você era bebê você foi deixada na porta de casa.

[Charlotte arregala os olhos.]

David: E havia um bilhete com você, nele dizia que seu nome era Charlotte, que você era uma menina muito especial e que você teria um futuro brilhante pela frente. E havia um carta que dizia que nós não devíamos ler, e que deveríamos te entregar quando você estivesse matura o suficiente.

Charlotte: O quê? Vocês só podem estar brincando.

Jeannette: Não Charlotte, estamos falando sério. E além do bilhete e da carta havia isso com você.

[Jeannette pega um colar com um logo da Dharma e entrega para Charlotte. Charlotte o olha facinada.]

David: Nós achamos que era melhor dizer logo a você. Mas, filha, você continua sendo da nossa filha e nós a amamos.

[Duas menininhas saem de trás da porta.]

Meninas [gritando]: Charlotte é adotada, Charlotte é adotada, só nós somos as verdadeiras filhas do papai.

Jeannette: Fiquem quietas meninas!


Tempo Real

Charlotte: Não sei, talvez alguém tenha atacado ela e a levado.

Rose: Isso é possível, a Juliet traíu os outros. Talvez eles tenham vindo para se vingar dela.

Miles: Não vejo nenhum sangue, e nada aqui indica que ouve uma briga.

Bernard: Talvez ela tenha ído atrás de alguém, ou de algo.

Charlotte: É, parece que sim.

Miles: Então, o que nós faremos Charlotte? Conta o que você sabe logo, quem era aquele homem?


Flashback

[Charlotte já adulta está em uma loja de antiguidades, ela chama um homem que trabalha lá.]

Charlotte: Oi, você poderia me dizer se você sabe algo sobre esse medalhão?

[Charlotte mostra o medalhão para o homem, ele olha atentamente.]

Homem: Desculpe, mas não sei do que se trata.

[Um homem atrás de Charlotte se aproxima. É Abbadon.]

Abbadon: Desculpe, não pude deixar de ouvir a conversa, eu sei do que esse medalhão se trata. Eu posso te contar se você aceitar tomar um café comigo.

[Na cena seguinte Charlotte e Abbadon estão em um café.]

Charlotte: Então Sr. Abbadon, o que você sabe sobre esse medalhão?

Abbadon: Muito, esse medalhão pertencia à iniciativa Dharma, a Dharma estudava diversos tipos de coisas. Mas ela acabou. Como você foi arranjar um desses?

Charlotte: Fui deixada na porta de casa quando era bebê, e eu estava com esse medalhão. Eu não sei do que ele se trata, ou de onde veio.

Abbadon: Charlotte, eu posso lhe dizer onde encontrar mais desses.

Charlotte: Onde? Você pode me ajudar a descobrir de onde eu vim, quem eu sou?

Abbadon: Sim Charlotte, eu posso.

Charlotte: Que coincidência te encontrar assim, em uma loja de antiguidades.

Abbadon: Não confunda coincidência com destino.


Tempo Real

[No barco de Penny: Desmond e Penny estão dentro do barco com um mapa do mundo aberto.]

Penny: Então Des, para onde nós vamos?

Desmond: Qualquer lugar junto com você é ótimo.

[Penny sorri para Desmond e eles se beijam.]

Penny: Até a tal da ilha? [Penny ri]

Desmond: Pode ser outro lugar?

Penny: Claro que sim! [Penny ri]

[Frank desce para dentro do barco, ele olha para o mapa do mundo que estava aberto em cima de uma mesa.]

Frank: Estão decidindo para onde vão?

Desmond: É, estamos sim Brotha.

Frank: E para onde vão?

Penny: Ainda não sabemos, tem alguma idéia?

Frank: Eu conheço quase o mundo inteiro, que tipo de lugar vocês gostariam de viver?

Desmond: Um lugar quente de preferência.

[Mathias e Henrik descem para dentro do barco.]

Mathias: Então, decidindo para aonde vão?

Penny: É, sim, estamos. Alguma idéia?

Mathias: Na verdade, eu tenho sim. Eu e o Henrik estamos indo para o Brasil. Acho que lá o Sr. Widmore nunca os encontrarão. É um bom lugar para se viver.

Desmond: É, parece que é uma boa idéia brotha.

Penny: Sim, parece ser uma boa idéia. E eu falo português.

Desmond: Então ótimo, podemos ir para o Brasil.

Frank: Se vocês não se incomodarem, eu gostaria que vocês me deixassem nos Estados Unidos. É que preciso resolver algumas coisas.

Penny: Claro, tudo bem.


[Na mata]

Charlotte: Como eu já disse, eu nem sei se ele é um homem. Eu não sei muito sobre ele, o que sei é que ele tem poderes que nós humanos não temos, ele é um homem mau, e eu prefiro não chegar perto dele novamente.

Rose: Se este homem está aqui, eu não duvido de seus poderes. Aqui as coisas acontecem diferentes.

Bernard: Não existe homens com super poderes Rose!

Rose: Aqui existem!

Bernard: Rose, eu não quero discutir com você.

Rose: Quem não quer, sou eu.

Charlotte: Vocês precisam de terapia de casal.

Bernard: O que está acontecendo com ele?

Bernard aponta para Miles, ele está suando frio e olhando para todos o lados, até que seu olhar se fixa em uma direção.

Charlotte: Miles, você está bem?

[Miles não responde.]

Charlotte: Miles?

Miles: Você deve ir sozinha Charlotte, um homem me falou.

Charlotte: Ir sozinha para onde? Nós temos que achar a Juliet.

Miles: Ele disse que é o seu destino.

[O rosto de Miles é fixado, e podemos ver em seu olho a imagem de Cristian Shepard.]

Cristian: Diga à ela que Vincent irá guiá-la.

Miles: Ele disse que você deve seguir o cachorro.

[Charlotte assusta com o que ouve, assim como Rose e Bernard. Miles cai no chão, ele parece estar exausto.]

Miles: Ele disse que você tem que ir sozinha, é o seu destino.

Charlotte: Quem é ele?

[Vincent aparece vindo da selva, ele começa a latir para Charlotte. Charlotte vai atrás dele, ela se vira para trás.]

Charlotte: Leve Miles para o acampamento, eu ficarei bem. Se Juliet aparecer diga à ela que precisamos achar Ben. Se ele que está na com a ilha e não Charles Widmore, eu acho que Ben pode derrotar qualquer outro homem, isso se aquele Jacob for um homem.

[Rose e Bernard fazem que sim com a cabeça, e ajudam Miles a se levantar. Charlotte entra na selva.]


Flashback

[Em um café na Inglaterra]

Charlotte: Dan, você precisa aceitar esse trabalho, o Sr. Abbadon disse que é muito importante. E tem mais uma coisa, lembra daquele colar que estava comigo quando me deixaram na porta de casa, quando eu era bebê?

Daniel: Sim, eu lembro. Aquele escrito Kharma?

Charlotte: Não, Dharma. Mas então, eu achei um parecido no meio de um deserto na Tunísia. Foi o tal Abbadon que me falou que eu o encontraria lá. Ele sabe sobre meu passado Dan, mas sem sua ajuda não irei conseguir. Ele disse que sem você, eu não poderei ir, e isso é muito importante para mim, assim como você.

Daniel: Nossa Charlotte! Quando ele veio me procurar eu neguei de primeira, achei que ele podia ser um cientista que queria roubar meus estudos. Não atendia nem as ligações deles. Ele até me disse que há sobreviventes daquele avião da Oceanic que caiu perto da Indonésia, pensei que ele era meio doido.

Charlotte: Não Dan, esse homem fala a verdade. Ele sabe de onde eu vim, e me disse que esse lugar é mágico. Bem... Leia esses protocolos, que você irá entender tudo. Por favor, Dan, pense bem nisso, é a coisa mais importante pra mim, eu preciso saber quem eu sou. E, além disso, eles pagam muito bem, com esse dinheiro você até pode aprofundar seus estudos. E sim, ele também me disse sobre o vôo 815, e eu estou começando a acreditar.

[Charlotte entrega para Dan duas pastas com o Símbolo da Dharma. É possível ler o lábio de Dan falando Dharma. Ele abre em uma página escrito ‘’A Orquídea.’’]]


Tempo Real

[Na ilha de Sumba, em uma estrada de terra onde o avião pousou.]

Devon: Então, aqui estão os náufragos.

[Uma mulher bonita, chamada Karen Decker cumprimenta os Oceanic Six.]

Karen: Este garotinho sobreviveu à queda do avião? [referindo-se a Aaron]

Kate: Sim, só que ele estava protegido pela minha barriga.

Karen: Nossa! Você deve ser uma mulher muito corajosa. Dar à luz em um hospital já é difícil, imagine em uma ilha.

Kate sorri e diz: Obrigada, não foi nada fácil mesmo.

[Sun e Jack trocam olhares de surpresa. Sayid tenta cortar o clima tenso.]

Sayid: Podemos ir? Não vejo a hora de respirar um pouco de ar poluído.

Hurley: E eu de comer uma boa porção de frango frito.

Karen ri e diz: ótimo, então vamos. Em algumas horas estarão com suas famílias e amigos novamente. E respirando ar poluído e comendo frango frito.

Os Oceanic Six se despedem de Devon, e o agradecem. Depois eles entram no avião e por último, Karen entra.


[Na Floresta: Charlotte está seguindo Vincent com dificuldade, Vincent corre na floresta e Charlotte atrás dele. O sol começa a se pôr.]

Charlotte [sussurrando]: Não acredito que estou seguindo um cachorro pela mata, porque um fantasma disse a Miles. Espero que isso me leve para algum lugar. Esse cachorro vai me levar com aquele homem? Se ele for mesmo um homem, talvez seja. Quando vim para essa ilha não me imaginei seguindo um cachorro.

Voz: Charlotte, é você?


Flashback

[Em um casa: Charlotte está junto de Abbadon em um casa, os dois estão sentados um a frente do outro, com uma mesa entre eles.]

Abbadon: Como foi o encontro com Faraday?

Charlotte: Ele parece ter se interessado, principalmente pelo fato de ter uma estação sobre viagens no tempo em uma ilha no meio do pacífico.

Abaddon: Então, parece que você o convenceu.

Charlotte: É, não foi difícil, pensei que seria mais.

Abaddon: Charlotte, gostei muito de você, você é uma mulher inteligente, e principalmente muito determinada, só que mesmo assim vejo uma doçura em em seus olhos. Gosto de pessoas assim.

Charlotte: Obrigada, mas, Sr. Abaddon, eu gostaria de saber sobre a minha função na missão.

Abaddon: Você é uma antropóloga premiada, sabe lidar com as pessoas. Você enfrentará sobreviventes de uma queda de avião, que estão com medo da própria sombra, e pior que isso, você terá de lidar com nativos daquela ilha. Você não pode deixar que eles descubrão que a verdadeira missão é capturar Benjamin Linus, não deixe que ninguém da missão desminta. E cuidado com Benjamin Linus, ele é um homem perigoso e manipulador.

Charlotte: Nunca fui muito boa em lidar com as pessoas, mas em guardar segredo sou ótima. Mas... Após eu cumprir minha missão, estarei livre para pesquisar sobre meu passado, certo?

Abaddon: Certo Charlotte, arrume suas coisas, amanhã você deve pegar um vôo para Fiji, e embarcar no Kahana. Boa sorte Charlotte, você ira precisar dela.


Tempo Real

[Acampamento: Rose e Bernard estão trazendo Miles para o acampamento na praia, quando escutam um barulho de motor de barco. Rose e Bernard colocam Miles no chão, que parece estar meio fraco. Os dois correm em direção ao mar, e sim, era uma barco.]]

Bernard: Rose, você tinha razão, são eles, eles estão vivos.

Rose: Eu te falei Bernard.

[O barco se aproxima, estava Faraday, quatro sobreviventes e Jin.]

[Faraday salta do barco, e puxa o barco para praia. Bernard o ajuda.]

Rose: Vocês estão vivos, graças a Deus!

Faraday: Sim, estamos, o único sobrevivente da explosão do cargueiro foi Jin.

[Jin sorri para Rose, Rose o dá um forte abraço. Rose e Bernard cumprimetam os 6 sobreviventes. Faraday vê Miles sentado na praia logo à cima, ele vai até Miles.]

Faraday: Miles, nós viajamos no tempo, essa cor no céu, todo esse barulho, só pode ser isso. Não há dúvidas que usaram o segundo protocolo. E o cargueiro explodiu, será que isso era planejado?

[Miles parece recuperar um pouco da lucidez.]

Miles: A Charlotte, ela foi atrás do seu destino, aquele homem me falou. Ela deve ir sozinha.

Faraday: Miles, o que você está dizendo?

Miles: A Charlotte, ela está na mata, ela deve ir sozinha, foi aquele homem que mandou.

Faraday: Você deixou ela ir sozinha? Onde ela foi? Que homem? O que obrigou a mãe dela abandoná-la?

Miles: Ela está na mata, o cachorro irá levá-la ao seu destino.

Faraday: Miles, o que deu em você? Como você deixou ela ir sozinha?

[Miles perde a sua lucidez e desmaia na praia. Faraday suspira e vai em direção da mata. A noite começa a cair.]


[Na Floresta]

Voz: Charlotte, é você?

[Charlotte olha para os lados, e não vê nada.]

Voz: Aqui em cima!

[Charlotte olha para o topo do morro onde estava subindo, Vincent está lá em cima e alguém está ao seu lado. Charlotte se aproxima. Agora é possível ver que era uma mulher.]

Mulher: Charlotte, sou eu, sua mãe.

[A mulher era a mesma do flashback de Charlotte, a que a abandonou em uma casa, só que mais velha.]

Charlotte: Você é minha mãe?

Selma: Sim, eu sou Charlotte.

[A mulher abraça Charlotte, ao fundo é possível ver um enorme templo, com muitas pessoas na frente, que está iluminado por duas grandes tochas em volta da porta, o templo parece ser muito antigo, há um homem amarrado no meio deles.]

Charlotte: Quem são vocês, o que vocês fazem aqui? Porque você me abandonou?

Selma: Calma Charlotte, eu sei que são muitas perguntas. Só que nós estavamos te esperando há 35 anos. E você está aqui, agora você deve cumprir o seu destino. Aquele é o homem que você deve matar.

Charlotte: Eu não sou uma assassina, eu não vou matar ninguém. Eu tenho 25 anos, como alguém me espera a 35?

Selma: Esse homem irá te matar se você não matar ele.

Charlotte: Ele trabalha para o tal do Jacob?

Selma: Não Charlotte, Jacob é o homem bom.

Charlotte: Homem bom? Ele te obrigou a me abandonar, você disse que não tinha como desobedecer, e por isso eu fui criada como a garota adotada. Eu nunca me senti parte da minha própria família, e isso é culpa desse tal de Jacob, e eu vi ele aqui, nesta ilha. E vi como ele me olhou!

Selma: Não Charlotte, ele me obrigou a te abandonar porque era o único jeito de você sobreviver.

Charlotte: Sobreviver a que?

Selma: A sobreviver daquele homem.

O homem amarrado é mostrado, ele aparentava ser muito velho, só que ele era grande, forte, tinha olhos negros, e cabelo branco. Ele estava olhando para Charlotte com ódio nos olhos. Juliet estava próxima do homem amarrado.

Charlotte: Juliet, me explique o que está acontecendo.

Juliet sai do meio da multidão e se aproxima de Charlotte.

Juliet: Charlotte, este homem é Hanseem, ele é o único sobrevivente vivo de um navio que ancorou aqui nesta ilha há mais de 100 anos. Ele foi o primeiro dono da ilha, e desde então ele mata todos que possam roubar este título dele. Nesta ilha, há uma lenda, o verdadeiro dono dessa ilha deve ser concebido e nascer aqui. Ou seja, ele mata todas as grávidas, e todas as crianças nascidas aqui. Um dia ele foi embora , mas ele espalhou por essa ilha um veneno, esse veneno faz com que o corpo da grávida trate o bebê como um invasor, então todos os bebês e grávidas desta ilha morrem. Mas isso não ocorreu com você, todos disseram que você é a escolhida.

[Charlotte fica um tempo em silêncio e parece passar muitas coisas em sua cabeça.]


Flashback

[Na proa do cargueiro Kahana: Está de noite, Charlotte está sozinha na proa do cargueiro, ela está com o seu medalhão no pescoço, ela tira do bolso um bilhete muito antigo. Ela pega do bolso e o lê.]

["Charlotte, quando você ler isso você já estará matura o suficiente para entender. Eu sou sua mãe, meu nome é Selma, e seu nome não é Charlotte Lewis, e sim Charlotte Doran. Eu fui obrigada a te abandonar em frente dessa casa, Jacob me obrigou, e eu não tive escolha. Um dia você irá voltar para cá, e finalmente irá entender tudo. Você é especial Charlotte, ele me disse. Jacob tem poderes inimagináveis, ele saberá se eu desobedecer, por favor, me entenda, e não me odeie. Você não tem como fugir do seu destino, ele está marcado. Com amor, de sua verdadeira mãe. Selma. 23/7/1970"]

[Depois que Charlotte o lê, ela dobra e guarda em seu bolso. Faraday aparece atrás dela.]

Faraday: Lendo isso de novo?

Charlotte: Sim. Eu não consigo entender a carta. A data está marcada 23/7/1970, mas como? Eu nasci em 1979.

Faraday: Charlotte, uma coisa que aprendi com meus estudos, é que tempo é relativo. Mas talvez ela tenha errado a data, ou você nasceu em 1970 e não aparenta idade.

Charlotte: Claro que não Dan, eu tenho 25 anos e não tenho dúvida disso. Mas ela pode ter errado a data mesmo.

Faraday: Mas nós temos coisas mais sérias para nos preocupar. Temos que achar Benjamin Linus, e pior de tudo, teremos que fingir ser de um resgate para os sobreviventes do vôo 815, coitado deles.

Charlotte: Sim, mas eu não consigo parar de pensar nisso. Você irá me ajudar, não é?

Faraday: Você sabe que fasso tudo por você Charlotte, e você sabe o porque.

[Faraday beija Charlotte, e para o beijo rapidamente.]

Faraday: Desculpe Charlotte, não pud...

[Charlotte enterrompe Daniel, e o beija.]


Tempo Real

[Na Floresta]

Charlotte: Sou a escolhida para quê?

Selma: Para nos salvar Charlotte.

Charlotte: Como eu posso salvar vocês?

Selma: É simples Charlotte, você só deve matá-lo. Pegue essa arma, e puxe o gatilho.

Charlotte: Eu não sou uma assassina!

Selma: Claro que não Charlotte, você é a nossa heroína! Você deve fazer, esse homem merece morrer. Ele escravizou nosso povo, matou nossas grávidas e crianças e até nos obrigou a construir uma enorme estátua em sua homenagem. E só assim John poderá ser o novo dono da ilha, foi Jacob que disse, e Jacob nunca erra.

Juliet: Só se Hanseem e Ben morrerem, mas de Ben, Richard irá cuidar com suas próprias mãos.

Todos da multidão começam a gritar: FAÇA! FAÇA! FAÇA!

Charlotte: Eu não posso, eu não vou conseguir. Vocês são loucos!

[Um vento muito forte apaga as tochas que iluminavam o local. Quatro tiros são ouvidos. PÁH! PÁH! PÁH! PÁH! Hanseem cai morto no chão. Todos se assustam e procuram de onde veio os tiros.]

[Selma faz uma expressão de terror total.]

Selma: A Charlotte devia ter feito, Jacob não irá perdoar dessa vez.


[Em um quarto escuro, onde pode ser ouvido o barulho do mar]:

Mathias: Sr. Widmore, eu consegui convencê-la.

Charles Widmore: Ótimo trabalho Mathias, é bom que ela fique perto de você, assim você poderá me informar exatamente onde ela está, e onde aquele irlandês desgraçado estará também.

Mathias: Sim Sr. Widmore.

Charles Widmore: Você está provando sua lealdade à mim rapaz, e isso é muito bom para você. Não se esqueça, não deixe ela e aquele irlandês descobrir que você está trabalhando para mim.

Mathias: Claro Sr. Widmore, eles não suspeitarão de mim.

Charles Widmore: Muito bom, e mais uma coisa Mathias. A Dharma está prestes a voltar. E claro, uma parte disso devo a você.

Mathias: Se o Sr. não me dissesse que eu encontraria usando aquele rastreador de falhas eletromagnéticas, eu nunca conseguiria.

Charles Widmore: Sem dúvida.

Henrik: Mathias, você ainda está acordado?

Mathias: Sr. Widmore, eu preciso desligar, o Henrik está vindo.

Henrik: O que? Você estava falando com Charles Widmore? Você está traindo a Srta. Widmore?

Mathias: Fique Quieto!

L O S T


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